Economia regional: perda de emprego cai em 2017 e revela que crise foi menor para Lafaiete, Congonhas e Ouro Branco

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CAGED 2016/ CORREIO DE MINAS

Uma pesquisa realizada pela reportagem do CORREIO DE MINAS, com dados registrados pelo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) sobre os dados fechados em 31 de dezembro com o saldo de vagas fechadas no mercado de trabalho no Brasil em 2017 mostra que o resultado foi negativo para grande maioria das cidades da região. Das 23 cidades, 10 perderam empregos.

Segundo o CAGED, Conselheiro Lafaiete foi a mais atingida pela crise e 319 trabalhadores perderam postos de trabalho em 2017. Em seguida vem Congonhas e Ouro Branco, respectivamente com 319 e 114 postos de trabalho fechados em 2017.

CAGED 2017/ CORREIO DE MINAS

Somadas as três principais cidades do Alto Paraopeba e que concentram mais de 70% do PIB regional o número de desempregados chegou a 770 trabalhadores no ano passado. Mesmo com a queda, os úmeros indicam uma melhora sensível em relação a 2016, ano em que a crise foi mais acentuada, quando as três cidades perderam juntas 4.822 postos de trabalho. Naquele ano, Ouro Branco chegou a perder 2.999 empregos. Uma certa recuperação da economia, apesar da estagnação.

Trabalhadores de Lafaiete se mobilizam pela valorização da mão de obra local / Arquivo

Outras cidades

Em 2017, a crise também atingiu as médias cidades como Barbacena que perdeu 95 empregos e cidades mineradoras como Ouro Preto e Mariana deixaram sem empregos 745 e 699 pessoas respectivamente.

As cidades com emprego

Na vertente oposta, o CAGED aponta as cidades não sofreram com o desemprego, ao contrário, criaram vagas de trabalho em 2017. Desterro de Entre Rios, cuja mineração cresce no município, gerou 79 novos postos de trabalho e teve o melhor desempenho regional. Senhora de Oliveira criou 41 novos empregos; Capela Nova, 39, Entre Rios de Minas, 39; Piranga, 33; São Brás do Suaçuí, 23;  Cristiano Otoni, 19.