Montadora da Toyota interrompe produção no Japão após admitir que alterou testes de segurança por 30 anos

Daihatsu encontrou evidências de adulteração de testes de segurança em até 64 modelos de veículos

A Daihatsu, montadora japonesa de propriedade da Toyota, interrompeu a produção nacional depois de admitir que falsificou os resultados dos testes de segurança de seus veículos durante mais de 30 anos.

A marca, mais conhecida pela fabricação de pequenos automóveis de passageiros, interrompeu a produção em todas as suas quatro fábricas japonesas a partir de terça-feira (27), incluindo uma em sua sede em Osaka, disse um porta-voz à CNN.

A paralisação vai durar pelo menos até o final de janeiro, afetando cerca de 9 mil funcionários que trabalham na produção nacional, segundo o representante.

A mudança ocorre no momento em que a Daihatsu enfrenta um escândalo de segurança cada vez mais profundo que, segundo a Toyota , “abalou os próprios alicerces da empresa”.

Na semana passada, a Daihatsu anunciou que um comitê independente encontrou evidências de adulteração de testes de segurança em até 64 modelos de veículos, incluindo os vendidos sob a marca da Toyota.

Como resultado, a Daihatsu disse que suspenderia temporariamente todas as remessas de veículos nacionais e internacionais e consultaria as autoridades sobre como avançar.

O escândalo é mais um abalo para a montadora, que admitiu em abril ter violado normas em testes de colisão em mais de 88 mil carros, a maioria vendidos sob a marca Toyota em países como Malásia e Tailândia.

Nesse caso, “o revestimento interno da porta do banco dianteiro foi modificado indevidamente” para algumas verificações, enquanto a Daihatsu não cumpriu os requisitos regulamentares para certos testes de colisão lateral, afirmou em comunicado na época.

Em maio, a montadora disse ter descoberto mais irregularidades, revelando que havia apresentado dados incorretos para testes de colisão em dois veículos elétricos híbridos. A empresa disse na época que havia parado de enviar e vender esses modelos.

A última investigação ameaça ainda mais a reputação da empresa. De acordo com relatório divulgado na última quarta-feira (20) pelo comitê de investigação, foram encontrados mais 174 casos de manipulação de dados pela Daihatsu, prestação de declarações falsas ou ajustes indevidos em veículos para passar em testes de certificação de segurança.

O caso mais antigo remonta a 1989, com um aumento notável no número de casos desde 2014, disse o relatório.

As ações da Toyota caíram 4% em Tóquio na última quinta-feira (21) após a notícia. Desde então, os papéis da montadora reduziram algumas perdas.

Em resposta, a Toyota prometeu reformar a sua subsidiária, afirmando num comunicado na semana passada que “é necessária uma reforma fundamental para revitalizar a Daihatsu”.

“Esta será uma tarefa extremamente significativa que não pode ser realizada da noite para o dia”, disse a empresa, acrescentando que exigiria uma revisão abrangente da gestão, das operações e da forma como a unidade foi estruturada.

“Reconhecemos a extrema gravidade do fato de que a negligência da Daihatsu no processo de certificação abalou os próprios alicerces da empresa como fabricante de automóveis”, acrescentou a Toyota.

*Com informações de Emiko Jozuka, da CNN Internacional

Matéria traduzida do inglês: Leia a reportagem original aqui

FONTE CNN BRASIL

Gigante de siderurgia anuncia desligamento de alto-forno em MG

A Usiminas (USIM5) anunciou sua decisão de desativar o alto-forno 1 na usina de Ipatinga (MG) devido à concorrência intensificada pelo elevado volume de aço importado da China. O referido equipamento, com capacidade para produzir 600 mil toneladas anuais de aço, será desligado, embora a empresa ainda não tenha determinado uma data específica para esse desligamento. Existe a expectativa de que essa medida seja efetivada até o início do próximo ano.

A companhia é uma destacada empresa no setor siderúrgico, liderando a produção e comercialização de aços planos. Fundada em 25 de abril de 1956 em Coronel Fabriciano, numa área que posteriormente se tornaria o município de Ipatinga, no Vale do Aço, Minas Gerais.

Sua estrutura societária e legal foi estabelecida nessa data por Gabriel Andrade Janot Pacheco, tendo o engenheiro Amaro Lanari Júnior como seu primeiro presidente. Em 1964, o distrito de Ipatinga, então situado a 220 km de Belo Horizonte, tornou-se independente de Coronel Fabriciano, passando a Usiminas a fazer parte deste novo município.

O Sistema Usiminas se destaca como o maior complexo siderúrgico de aços planos na América Latina e um dos 20 maiores do mundo. A Usiminas lidera esse sistema, composto por empresas atuantes na siderurgia e em setores nos quais o aço desempenha papel estratégico. Atualmente, representa um conjunto de diversas empresas, comprometidas com a transparência em suas relações com o mercado de capitais.

A ação USIM5 encerrou o dia 11 cotada a R$ 8,60.

Usiminas (USIM5)

O BTG Pactual, que tem recomendação neutra, com preço-alvo em R$ 8, divulgou relatório sobre a Usiminas no dia 7, afirmando que a recém-constituída equipe de gestão, nomeada após o aumento da participação da Ternium, está fortemente empenhada em aprimorar as operações da Usiminas.

Para o banco de investimentos, o progresso está notável no plano de ação, com a implementação de um novo sistema de gestão em andamento. Foi desenvolvido um plano de ação de curto prazo, abrangendo mais de 200 iniciativas que estão sendo gradualmente implementadas. Alguns exemplos incluem:

  • reestruturação da vice-presidência industrial em três áreas (redução, rolagem e capex/segurança);
  • aumento do índice de sucata em 9% (em relação ao 2º trimestre de 2023, com espaço para mais melhorias;
  • paralisação do forno de coque #3, resultando em uma redução de R$ 30 milhões/mês nas despesas operacionais;
  • potencial paralisação do AF#1;
  • tomada de decisões mais integradas com as controladas, como MUSA e Soluções, entre outras.

FONTE CAPITALIST

O lugar com lítio suficiente para produzir 375 milhões de carros elétricos

Descoberta de uma das maiores reservas de lítio do mundo pode modificar o mercado de produção de veículos elétricos

Que o Lago Salton, na Califórnia, é um grande depósito de lítio já se sabia há anos. Mas agora, um estudo do Departamento de Energia dos EUA concluiu que as reservas do cobiçado mineral são muito maiores do que o imaginado anteriormente.

Abundância de lítio

  • De acordo com o relatório divulgado, o lítio presente no lago é suficiente para construir baterias para 375 milhões de veículos elétricos, o que torna essa uma das maiores reservas do mineral do mundo.
  • Para fins de comparação, em toda a extensão dos Estados Unidos, existem atualmente cerca de 2,4 milhões de carros elétricos registrados.
  • No entanto, o mercado está aquecendo e algumas previsões indicam que haverá desabastecimento já em 2025.
  • O cenário futuro, combinado com a enorme dependência do mercado chinês, que produz lítio de forma abundante, faz da descoberta do novo reservatório uma grande notícia para as autoridades e empresas ocidentais.
  • As informações são da Electrek.
Lago Salton, na Califórnia, abriga uma das maiores reservas de lítio do mundo (Imagem: Yunpeng Li/Shutterstock)

Importância econômica e geopolítica da descoberta

O potencial de exploração é gigantesco, mas o desafio para retirar o mineral do solo não fica muito atrás. Por isso, a ideia é desenvolver e aperfeiçoar técnicas de extração do lítio da forma mais ecológica possível. As autoridades temem que as tradicionais perfurações e criações de enormes piscinas de evaporação deixem um rastro de destruição ambiental pelo caminho.

Algumas empresas já fazem planos para que a extração seja combinada com a produção de eletricidade geotérmica no local. Além disso, ainda são necessárias as liberações de licenças para exploração da região. Mas neste caso, a importância geopolítica do achado deve exercer uma enorme pressão para que tudo aconteça da forma mais rápida possível.

Atualmente, o lítio é considerado um dos minerais mais importantes do mundo. Um relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia aponta que a demanda por ele teve um aumento expressivo entre 2017 e 2022.

A alta procura pelos materiais se deve a necessidade cada vez maior do setor de energia. Segundo a agência, triplicou a demanda geral por lítio, usado na fabricação de baterias de veículos elétricos.

FONTE OLHAR DIGITAL

O lugar com lítio suficiente para produzir 375 milhões de carros elétricos

Descoberta de uma das maiores reservas de lítio do mundo pode modificar o mercado de produção de veículos elétricos

Que o Lago Salton, na Califórnia, é um grande depósito de lítio já se sabia há anos. Mas agora, um estudo do Departamento de Energia dos EUA concluiu que as reservas do cobiçado mineral são muito maiores do que o imaginado anteriormente.

Abundância de lítio

  • De acordo com o relatório divulgado, o lítio presente no lago é suficiente para construir baterias para 375 milhões de veículos elétricos, o que torna essa uma das maiores reservas do mineral do mundo.
  • Para fins de comparação, em toda a extensão dos Estados Unidos, existem atualmente cerca de 2,4 milhões de carros elétricos registrados.
  • No entanto, o mercado está aquecendo e algumas previsões indicam que haverá desabastecimento já em 2025.
  • O cenário futuro, combinado com a enorme dependência do mercado chinês, que produz lítio de forma abundante, faz da descoberta do novo reservatório uma grande notícia para as autoridades e empresas ocidentais.
  • As informações são da Electrek.
Lago Salton, na Califórnia, abriga uma das maiores reservas de lítio do mundo (Imagem: Yunpeng Li/Shutterstock)

Importância econômica e geopolítica da descoberta

O potencial de exploração é gigantesco, mas o desafio para retirar o mineral do solo não fica muito atrás. Por isso, a ideia é desenvolver e aperfeiçoar técnicas de extração do lítio da forma mais ecológica possível. As autoridades temem que as tradicionais perfurações e criações de enormes piscinas de evaporação deixem um rastro de destruição ambiental pelo caminho.

Algumas empresas já fazem planos para que a extração seja combinada com a produção de eletricidade geotérmica no local. Além disso, ainda são necessárias as liberações de licenças para exploração da região. Mas neste caso, a importância geopolítica do achado deve exercer uma enorme pressão para que tudo aconteça da forma mais rápida possível.

Atualmente, o lítio é considerado um dos minerais mais importantes do mundo. Um relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia aponta que a demanda por ele teve um aumento expressivo entre 2017 e 2022.

A alta procura pelos materiais se deve a necessidade cada vez maior do setor de energia. Segundo a agência, triplicou a demanda geral por lítio, usado na fabricação de baterias de veículos elétricos.

FONTE OLHAR DIGITAL

Brasil mantém liderança mundial em custo de produção de suínos

Mesmo se mantendo competitivo em relação aos demais países, os custos de produção da suinocultura brasileira aumentaram em relação ao último ano

O Brasil manteve a liderança mundial em custo de produção de suínos em 2022, segundo dados do Grupo para Comparação dos Custos de Produção na Suinocultura (rede InterPIG). O país participou com os dados dos estados de Mato Grosso e Santa Catarina.

Em Mato Grosso, o custo de produção em 2022 ficou em US$ 1,13 por quilo vivo de suíno, enquanto em Santa Catarina ficou em US$ 1,28.

Apesar dos aumentos de 10% e 12% nos dois estados, respectivamente, em comparação a 2021, os valores ainda são menores que nos Estados Unidos (US$ 1,42 por quilo vivo), Dinamarca (US$ 1,49), Espanha (US$ 1,66), Holanda (US$ 1,74) e Alemanha (US$ 1,83). A média dos países que fazem parte da rede InterPIG é de US$ 1,72 por quilo vivo.

Quais componentes contribuíram para o menor custo?

Foto: Seara

Os resultados mais recentes do InterPig indicam que o Brasil teve o menor custo de produção de suínos em 2022 comparado com outros 17 países que participam da rede InterPIG. Esse resultado foi influenciado por uma série de fatores, incluindo:

  • Alimentação: o custo da alimentação dos suínos é um dos principais componentes do custo de produção. No Brasil, a produção de grãos, como milho e soja, é intensiva e competitiva, o que ajuda a manter os preços desses insumos relativamente baixos.
  • Mão de obra: a mão de obra também é um componente importante do custo de produção. No Brasil, o custo da mão de obra é mais baixo que em muitos outros países produtores de suínos.
  • Infraestrutura: o Brasil tem uma infraestrutura de produção de suínos bem desenvolvida, o que ajuda a reduzir os custos de produção.

Custo da alimentação em alta fora do Brasil

Os dados do InterPig indicam que a alimentação dos suínos no Brasil é mais barata do que em outros países. Isso ocorre porque o Brasil é um grande produtor de grãos, como milho e soja, principais fontes de alimento para os suínos.

O custo com alimentação dos animais está em alta fora do Brasil, principalmente devido à guerra na Ucrânia. A Ucrânia é um importante produtor de grãos, e a guerra tem causado disrupções no abastecimento global desses insumos.

Competitividade da suinocultura brasileira

O menor custo de produção da suinocultura brasileira traz uma série de vantagens competitivas para o setor. Os produtores brasileiros têm condições de oferecer preços mais competitivos aos consumidores, o que pode ajudar a aumentar as exportações de carne suína do país.

Aumento dos custos de produção

Contudo, ao comparar os resultados do InterPig deste ano com o anterior, os custos de produção da suinocultura brasileira aumentaram. Esse aumento foi impulsionado pelo aumento dos preços dos insumos, como grãos, energia e mão de obra.

Mesmo com esse aumento, o Brasil continua a ter o menor custo de produção de suínos entre os 17 países que participam da rede InterPIG.

FONTE CANAL RURAL

Brasil mantém liderança mundial em custo de produção de suínos

Mesmo se mantendo competitivo em relação aos demais países, os custos de produção da suinocultura brasileira aumentaram em relação ao último ano

O Brasil manteve a liderança mundial em custo de produção de suínos em 2022, segundo dados do Grupo para Comparação dos Custos de Produção na Suinocultura (rede InterPIG). O país participou com os dados dos estados de Mato Grosso e Santa Catarina.

Em Mato Grosso, o custo de produção em 2022 ficou em US$ 1,13 por quilo vivo de suíno, enquanto em Santa Catarina ficou em US$ 1,28.

Apesar dos aumentos de 10% e 12% nos dois estados, respectivamente, em comparação a 2021, os valores ainda são menores que nos Estados Unidos (US$ 1,42 por quilo vivo), Dinamarca (US$ 1,49), Espanha (US$ 1,66), Holanda (US$ 1,74) e Alemanha (US$ 1,83). A média dos países que fazem parte da rede InterPIG é de US$ 1,72 por quilo vivo.

Quais componentes contribuíram para o menor custo?

Foto: Seara

Os resultados mais recentes do InterPig indicam que o Brasil teve o menor custo de produção de suínos em 2022 comparado com outros 17 países que participam da rede InterPIG. Esse resultado foi influenciado por uma série de fatores, incluindo:

  • Alimentação: o custo da alimentação dos suínos é um dos principais componentes do custo de produção. No Brasil, a produção de grãos, como milho e soja, é intensiva e competitiva, o que ajuda a manter os preços desses insumos relativamente baixos.
  • Mão de obra: a mão de obra também é um componente importante do custo de produção. No Brasil, o custo da mão de obra é mais baixo que em muitos outros países produtores de suínos.
  • Infraestrutura: o Brasil tem uma infraestrutura de produção de suínos bem desenvolvida, o que ajuda a reduzir os custos de produção.

Custo da alimentação em alta fora do Brasil

Os dados do InterPig indicam que a alimentação dos suínos no Brasil é mais barata do que em outros países. Isso ocorre porque o Brasil é um grande produtor de grãos, como milho e soja, principais fontes de alimento para os suínos.

O custo com alimentação dos animais está em alta fora do Brasil, principalmente devido à guerra na Ucrânia. A Ucrânia é um importante produtor de grãos, e a guerra tem causado disrupções no abastecimento global desses insumos.

Competitividade da suinocultura brasileira

O menor custo de produção da suinocultura brasileira traz uma série de vantagens competitivas para o setor. Os produtores brasileiros têm condições de oferecer preços mais competitivos aos consumidores, o que pode ajudar a aumentar as exportações de carne suína do país.

Aumento dos custos de produção

Contudo, ao comparar os resultados do InterPig deste ano com o anterior, os custos de produção da suinocultura brasileira aumentaram. Esse aumento foi impulsionado pelo aumento dos preços dos insumos, como grãos, energia e mão de obra.

Mesmo com esse aumento, o Brasil continua a ter o menor custo de produção de suínos entre os 17 países que participam da rede InterPIG.

FONTE CANAL RURAL

Gerdau mantém investimentos em Minas Gerais

Apesar do aumento da importação de aço afetar produção no país, presidente da empresa mantém projetos no estado sem cortes

Apesar de considerar o ambiente dramático para o setor siderúrgico em virtude do aumento expressivo nas importações de aço no Brasil, com crescimento de quase 60% entre janeiro e setembro, o diretor-presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, garantiu nesta terça-feira (7/11) que os investimentos da empresa em Minas Gerais estão garantidos e não sofreram cortes em virtude da “inundação” do mercado brasileiro pelo aço vindo da China. “Os investimentos serão mantidos e não haverá reducão da capacidade em Minas. Em Minas nós vamos manter os investimentos previstos”, afirmou Gustavo Werneck.

Na usina de Ouro Brando, a Gerdau esta investindo R$ 1,5 bilhão em uma linha de laminaçao de bobinas de aço a quente, que terá capaciade de produção de 250 mil toneladas/ano a partir do fim do ano que vem.

Outro investimento da empresa no estado é no aumento da capacidade de produção de minério de ferro em 5,5 milhões de toneladas, com aporte de R$ 3,2 bilhões. Toda a produção será destinada às usinas brasileiras.

A Gerdau vai investir ainda R$ 1,7 bilhão em um laminador de perfis estruturais na usina de Ouro Branco e ampliar suas florestas com investimento de R$ 1 bilhão. A empresa investe também em reformas e manutenção dos equipamentos da planta siderúrgica.

Questionado sobre a manutenção dos investimentos no momento em que as importaçãos de aço levam a empresa a demitir e cortar produção, Gustavo Werneck disse acreditar que “nossos interlocutores têm compreendido a gravidade no caso do aço chinês, porque quando se deminte não tem mais geração de renda e afeta toda uma cadeia. Há um entendimento que uma compreesão e uma tendência que leva a crer num caminho para o setor ter mais equilíbrio”.

Com a expectativa de que o Brasil, a exemplo de outros países, adote uma tarifa de 25% sobre aços vindos da Ásia, Gustavo Werneck lembra que a continuidade do quadro atual, com o aço importando respondendo por 23% do mercado brasileiro de produtos siderúrgicos, representará demissões no setor e paralisação de plantas, com perda de renda e de impostos. No terceiro trimestre a Gerdau investiu R$ 1,5 bilhão, chegando com isso a 72% do investimento previsto para o ano já realizado.

FONTE ESTADO DE MINAS

Gerdau mantém investimentos em Minas Gerais

Apesar do aumento da importação de aço afetar produção no país, presidente da empresa mantém projetos no estado sem cortes

Apesar de considerar o ambiente dramático para o setor siderúrgico em virtude do aumento expressivo nas importações de aço no Brasil, com crescimento de quase 60% entre janeiro e setembro, o diretor-presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, garantiu nesta terça-feira (7/11) que os investimentos da empresa em Minas Gerais estão garantidos e não sofreram cortes em virtude da “inundação” do mercado brasileiro pelo aço vindo da China. “Os investimentos serão mantidos e não haverá reducão da capacidade em Minas. Em Minas nós vamos manter os investimentos previstos”, afirmou Gustavo Werneck.

Na usina de Ouro Brando, a Gerdau esta investindo R$ 1,5 bilhão em uma linha de laminaçao de bobinas de aço a quente, que terá capaciade de produção de 250 mil toneladas/ano a partir do fim do ano que vem.

Outro investimento da empresa no estado é no aumento da capacidade de produção de minério de ferro em 5,5 milhões de toneladas, com aporte de R$ 3,2 bilhões. Toda a produção será destinada às usinas brasileiras.

A Gerdau vai investir ainda R$ 1,7 bilhão em um laminador de perfis estruturais na usina de Ouro Branco e ampliar suas florestas com investimento de R$ 1 bilhão. A empresa investe também em reformas e manutenção dos equipamentos da planta siderúrgica.

Questionado sobre a manutenção dos investimentos no momento em que as importaçãos de aço levam a empresa a demitir e cortar produção, Gustavo Werneck disse acreditar que “nossos interlocutores têm compreendido a gravidade no caso do aço chinês, porque quando se deminte não tem mais geração de renda e afeta toda uma cadeia. Há um entendimento que uma compreesão e uma tendência que leva a crer num caminho para o setor ter mais equilíbrio”.

Com a expectativa de que o Brasil, a exemplo de outros países, adote uma tarifa de 25% sobre aços vindos da Ásia, Gustavo Werneck lembra que a continuidade do quadro atual, com o aço importando respondendo por 23% do mercado brasileiro de produtos siderúrgicos, representará demissões no setor e paralisação de plantas, com perda de renda e de impostos. No terceiro trimestre a Gerdau investiu R$ 1,5 bilhão, chegando com isso a 72% do investimento previsto para o ano já realizado.

FONTE ESTADO DE MINAS

Gerdau demite e reduz produção para reagir à importação de aço

Siderúrgica cortou 700 postos de trabalho e diminui volume produzido para enfrentar alta de 58% na entrada de aço no mercado nacional

A Gerdau já demitiu 700 trabalhadores e está reduzindo a produção das suas usinas no Brasil, com exceção da siderúrgica de Ouro Branco, para reagir ao aumento da importação de aço pelo país, segundo informou nesta terça-feira (7/11) o diretor-presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, ao divulgar os resultados da companhia no terceiro trimestre.

“Nós desligamos 700 colaboradores e cortamos produção do Ceará ao Rio Grande do Sul e o único local onde não há redução é em Ouro Branco” afirmou Werneck.

De acordo com ele, as importações de aço pelo Brasil, principalmente da China, cresceram 58% de janeiro a setembro deste ano, totalizando 3,7 milhões de toneladas em importações diretas de aço. Com isso, as importações, que historicamente, segundo Werneck, responderam por 12% do consumo aparente no Brasil, hoje representam 23%.

“Esse ano nós estamos falando numa importação de 5 milhões de toneladas de aço da China, da Rússia, da Coreia do Sul e da Turquia e esse é o maior volume desde 2010, quando o PIB do Brasil cresceu 7% e as importações somaram 4,2 milhões de toneladas de aço”, detalhou o diretor-presidente da Gerdau.

De acordo com ele, o volume de importação de aço este ano equivale à produção de duas usinas siderúrgicas integradas atualmente. “O setor sempre competiu, mas não tem como competir com o aço da Ásia, que têm preços inferiores aos custos de produção.

Falando em nome do setor siderúrgico, Gustavo Werneck afirmou que, a exemplo do que já fizeram outros países, defende a elevação da tarifa de importação de aço para 25%, como forma de proteger o parque siderúrgico brasileiro e afastar o processo de desindustrialização. “Em toda a cadeia são 3 milhões de pessoas direta e indiretamente sob risco se essa situação se prolongar, acelerando a desindustrialização” afirmou o executivo.

Segundo o diretor-financeiro da Gerdau, Rafael Japur, hoje é cobrada uma tarifa comum de importação pelos países do Mercosul, de 12%, sendo que há uma lista de 100 produtos que podem ter uma tarifa diferenciada – menor para garantir abastecimento e maior para proteger setores – e o que as siderúrgicas pleiteiam junto ao governo é a inclusão do aço nessa lista e a elevação da tarifa para 25%¨.”O Brasil precisa decidir se quer exportar minério de ferro para a China e importar aço, gerando emprego e renda na China, ou se quer gerar emprego e renda aqui”, afirmou Japur.

Werneck preferiu não detalhar onde foram feitos os cortes de produção, alegando questões estratégicas, mas no início do mês passado as operações de duas usinas no Ceará, em Maracanaú e Caucaia, que juntas têm capacidade para produzir 600 mil toneladas de laminados e 150 mil toneladas de aço, foram suspensas com os cerca de 600 trabalhadores colocados em regime de layoff, com a suspensão dos contratos de trabalho por cinco meses.

“No Brasil, mesmo com dificuldades, com o custo Brasil alto, o setor sempre foi competitivo, mas a competição com o aço importado é desleal e esse problema se agravou com o crescimento significativo das importações”, disse Gustavo Werneck. “A China não segue as recomendações da OMC e isso atinge de forma intensa a indústria do aço.

Segundo os executivos da Gerdau, Estados Unidos, Canadá e México têm tarifas de proteção ao aço importado da China, o que deixa o Brasil exposto e como alvo das exportações chinesas que enfrentam restrições em outros mercados. “O setor precisa de medidas urgentes sobre o aço da China que está entrando no Brasil e que estão impedindo o pagamento de mais impostos e geração de emprego e renda”, afirmou Gustavo Werneck reforçando que esse volume de importação de aço previsto para este ano pode impactar 250 mil empregos.

Impacto nos resultados

O maior volume de importação de aço se refletiu no balanço da Gerdau no terceiro trimestre. As vendas de produtos entre julho e setembro no mercado interno somaram 1,26 milhão de toneladas, o que representou uma queda de 6,3% em relação ao segundo trimestre e de 5,3% sobre igual período do ano passado. Com uma maior competição no mercado nacional houve pressão de preços. No terceiro trimestre a receita liquida da Gerdau no Brasil foi de R$ 6,63 bilhões, o que representou uma queda 8,3% em relação ao segundo trimestre e de 21,8% em relação a igual período do ano passado, quando a receita líquida chegou a R$ 8,48 bilhões.

FONTE ESTADO DE MINAS

Gerdau demite e reduz produção para reagir à importação de aço

Siderúrgica cortou 700 postos de trabalho e diminui volume produzido para enfrentar alta de 58% na entrada de aço no mercado nacional

A Gerdau já demitiu 700 trabalhadores e está reduzindo a produção das suas usinas no Brasil, com exceção da siderúrgica de Ouro Branco, para reagir ao aumento da importação de aço pelo país, segundo informou nesta terça-feira (7/11) o diretor-presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, ao divulgar os resultados da companhia no terceiro trimestre.

“Nós desligamos 700 colaboradores e cortamos produção do Ceará ao Rio Grande do Sul e o único local onde não há redução é em Ouro Branco” afirmou Werneck.

De acordo com ele, as importações de aço pelo Brasil, principalmente da China, cresceram 58% de janeiro a setembro deste ano, totalizando 3,7 milhões de toneladas em importações diretas de aço. Com isso, as importações, que historicamente, segundo Werneck, responderam por 12% do consumo aparente no Brasil, hoje representam 23%.

“Esse ano nós estamos falando numa importação de 5 milhões de toneladas de aço da China, da Rússia, da Coreia do Sul e da Turquia e esse é o maior volume desde 2010, quando o PIB do Brasil cresceu 7% e as importações somaram 4,2 milhões de toneladas de aço”, detalhou o diretor-presidente da Gerdau.

De acordo com ele, o volume de importação de aço este ano equivale à produção de duas usinas siderúrgicas integradas atualmente. “O setor sempre competiu, mas não tem como competir com o aço da Ásia, que têm preços inferiores aos custos de produção.

Falando em nome do setor siderúrgico, Gustavo Werneck afirmou que, a exemplo do que já fizeram outros países, defende a elevação da tarifa de importação de aço para 25%, como forma de proteger o parque siderúrgico brasileiro e afastar o processo de desindustrialização. “Em toda a cadeia são 3 milhões de pessoas direta e indiretamente sob risco se essa situação se prolongar, acelerando a desindustrialização” afirmou o executivo.

Segundo o diretor-financeiro da Gerdau, Rafael Japur, hoje é cobrada uma tarifa comum de importação pelos países do Mercosul, de 12%, sendo que há uma lista de 100 produtos que podem ter uma tarifa diferenciada – menor para garantir abastecimento e maior para proteger setores – e o que as siderúrgicas pleiteiam junto ao governo é a inclusão do aço nessa lista e a elevação da tarifa para 25%¨.”O Brasil precisa decidir se quer exportar minério de ferro para a China e importar aço, gerando emprego e renda na China, ou se quer gerar emprego e renda aqui”, afirmou Japur.

Werneck preferiu não detalhar onde foram feitos os cortes de produção, alegando questões estratégicas, mas no início do mês passado as operações de duas usinas no Ceará, em Maracanaú e Caucaia, que juntas têm capacidade para produzir 600 mil toneladas de laminados e 150 mil toneladas de aço, foram suspensas com os cerca de 600 trabalhadores colocados em regime de layoff, com a suspensão dos contratos de trabalho por cinco meses.

“No Brasil, mesmo com dificuldades, com o custo Brasil alto, o setor sempre foi competitivo, mas a competição com o aço importado é desleal e esse problema se agravou com o crescimento significativo das importações”, disse Gustavo Werneck. “A China não segue as recomendações da OMC e isso atinge de forma intensa a indústria do aço.

Segundo os executivos da Gerdau, Estados Unidos, Canadá e México têm tarifas de proteção ao aço importado da China, o que deixa o Brasil exposto e como alvo das exportações chinesas que enfrentam restrições em outros mercados. “O setor precisa de medidas urgentes sobre o aço da China que está entrando no Brasil e que estão impedindo o pagamento de mais impostos e geração de emprego e renda”, afirmou Gustavo Werneck reforçando que esse volume de importação de aço previsto para este ano pode impactar 250 mil empregos.

Impacto nos resultados

O maior volume de importação de aço se refletiu no balanço da Gerdau no terceiro trimestre. As vendas de produtos entre julho e setembro no mercado interno somaram 1,26 milhão de toneladas, o que representou uma queda de 6,3% em relação ao segundo trimestre e de 5,3% sobre igual período do ano passado. Com uma maior competição no mercado nacional houve pressão de preços. No terceiro trimestre a receita liquida da Gerdau no Brasil foi de R$ 6,63 bilhões, o que representou uma queda 8,3% em relação ao segundo trimestre e de 21,8% em relação a igual período do ano passado, quando a receita líquida chegou a R$ 8,48 bilhões.

FONTE ESTADO DE MINAS

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