12 de junho de 2024 15:02

Empresário preso após sumiço de adolescente se define como ‘cristão’ na web

Ativo nas redes sociais e com mais de 107 mil seguidores, Guilherme Augusto Guimarães já disse ser conservador nas redes sociais

Ativo nas redes sociais e com mais de 107 mil seguidores, Guilherme Augusto Guimarães, preso por descumprir medida protetiva concedida a uma adolescente de 16 anos, em Belo Horizonte, frequentemente exibia armas e posava para fotos ao lado de figuras conhecidas, como o pastor Silas Malafaia. O empresário se apresentava também como cristão e conservador. Ele chegou ainda a mencionar a criação de uma “empresa cristã de marketing de relacionamento”. Após a repercussão do caso, ele privou o perfil no Instagram.

Guilherme e a jovem mantinham um “relacionamento abusivo” desde que ela tinha 13 anos. A menina foi encontrada em um barraco no distrito de Justinópolis, em Ribeirão de Neves, na Regional Metropolitana da capital, onde teria ficado desde o dia em que foi dada como desaparecida

O suposto relacionamento foi exposto depois que os pais da adolescente registraram um boletim de ocorrência de pessoa desaparecida. A jovem teria saído de casa ao meio-dia da última quinta-feira (6/6) em um carro de transporte de passageiros, e, até o sábado (8/6), não havia voltado para casa. Segundo o documento, a adolescente e o homem teriam um relacionamento abusivo. Esse relacionamento já teria dado origem a outro Reds (Registro de Eventos de Defesa Social) narrando alguns atritos entre eles.

Os investigadores descobriram que também havia uma medida protetiva que impedia o empresário de se aproximar da adolescente, como parte de um processo em curso na Vara Especializada da Criança e do Adolescente.

Na manhã desta segunda-feira (10/6), a juíza Juliana Miranda Pagano, da Central de Recepção de Flagrantes da capital, decidiu pela manutenção da detenção de Guilherme e a decretação da prisão preventiva.

Investigação

Desde a denúncia do desaparecimento, policiais civis também empenharam diligências para identificar o paradeiro de Guilherme, já que o empresário não estava sendo localizado. Os agentes foram até o apartamento dele e descobriram, por meio do circuito interno de segurança, que o homem havia saído do prédio na quinta-feira (6/6), por volta das 22h, em uma motocicleta sem placa. O detalhe chamou atenção dos agentes, que viram na atitude a possibilidade do homem estar fugindo ou tentando não ser localizado por radares em ruas da cidade. Os policiais descobriram também que o veículo estava registrado no nome do empresário.

Pelas investigações, os agentes já acreditavam que o suspeito sabia do paradeiro da adolescente. Na tarde de sábado (8/6), quando ele chegou no seu apartamento, foi abordado pelos policiais. Em um primeiro momento, o empresário negou que estivesse com a jovem. Porém, acabou por confessar que ela estava em um barracão em Justinópolis.

O empresário contou ainda que tinha em seu apartamento munições calibre 9 mm. Alegou ser CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), mas que, no momento, não tinha documentação necessária para comprovar a situação. Os policiais foram até o imóvel e recolheram dois carregadores e 35 munições. O aparelho celular do empresário também foi apreendido. Ele, então, conduziu os agentes até o imóvel onde a jovem estava.

A adolescente foi ouvida no local e disse que estava com o empresário, mas que ele tinha saído para tentar contato com a mãe dela. A jovem foi conduzida para a delegacia, e a mãe foi avisada que a filha havia sido encontrada. O empresário recebeu voz de prisão. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que ela foi ouvida, com a presença de seu representante legal, e entregue à família.

FONTE ESTADO DE MINAS

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