Carta com solicitação de estudos foi entregue ao governador Romeu Zema (Novo) pela AMM
A Associação Mineira de Municípios (AMM) está pleiteando junto ao governo estadual a realização de estudos para a criação da Região Metropolitana da Zona da Mata e Vertentes. A carta foi entregue nesta semana ao governador Romeu Zema (Novo).
O documento também solicita mais prioridade com relação à segurança pública, em virtude da divisa com o Rio de Janeiro e o aumento da criminalidade da região. Outra demanda foi a retomada das obras do hospital regional, a fim de impulsionar o desenvolvimento regional e promover um planejamento territorial integrado e eficiente. A carta foi entregue a Zema pelo presidente da AMM, Marco Vinicius Bizarro, durante o evento “Governança 4.0 –Imersão com Prefeitos”, realizado pela associação.
As solicitações foram avalizadas e assinadas por mais de 68 prefeitos presentes na reunião.
Marcos Vinicius Bizarro, que também é 1º vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), destaca que a criação da Região Metropolitana da Zona da Mata e do Campo das Vertentes é um marco fundamental para o desenvolvimento regional. “Esse passo representa a base para a implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento integrado e à melhoria da qualidade de vida da população. Com essa medida, poderemos articular um planejamento urbano e territorial mais eficaz, que respeite as especificidades econômicas, sociais e ambientais de cada região”, disse, em nota.
O presidente da entidade avalia que a medida também fortalecerá a governança regional e ampliar a capacidade de diálogo tanto com o governo estadual quanto com a União. “É uma conquista que reforça a união e o progresso das nossas comunidades”, disse.
O texto da carta destaca que, além dos benefícios econômicos e sociais, a criação dessa região metropolitana é importante para a retomada de importantes obras de infraestrutura na região, como o Hospital Regional de Juiz de Fora, iniciado em 2010 e paralisado em 2017. A conclusão desse hospital é essencial para atender às demandas reprimidas da população da Zona da Mata e Campo das Vertentes, principalmente nas áreas de ortopedia, traumas, queimaduras e neurocirurgia.
“Com base nos laudos técnicos apresentados pelo Ministério Público de Minas Gerais, já sabemos que a retomada das obras é viável. No entanto, esse processo só será possível se houver um esforço conjunto entre os municípios e o governo do Estado. Todos precisamos trabalhar juntos para garantir que isso aconteça”, reforça o presidente da AMM.
Importância econômica
De acordo com a AMM, a Zona da Mata, com sua rápida urbanização, tem enfrentado desafios significativos devido à falta de planejamento adequado, o que resultou em ocupações irregulares em áreas de risco e impactos socioambientais constantes. A região, que representa 7,6% do PIB estadual, possui um destaque no setor de serviços (60,2%), com forte presença na indústria e agropecuária, principalmente nas áreas de café e leite.
Já a região do Campo das Vertentes, cuja base econômica é predominantemente voltada à pecuária, tem se diversificado ao longo dos anos com a presença de atividades industriais, como o setor de cimento, minerais não metálicos, autopeças, alimentício e calçados. Além disso, o turismo na região tem mostrado crescimento considerável, destacando-se como uma atividade de grande potencial.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) reconheceu a microrregião do Campo das Vertentes como produtora do Queijo Minas Artesanal, por meio da publicação da Portaria nº 1.022/2009, o que reforça o potencial da região para o desenvolvimento de sua produção agropecuária e seus produtos típicos.
FONTE: DIÁRIO DO COMÉRCIO