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Comunidades e centro de Congonhas entram em alerta após extravasamento em mina da Vale

Após uma estrutura da Vale vazar na madrugada deste domingo (25/1), entre Congonhas e Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, comunidades dos dois municípios entraram em estado de alerta, temendo serem atingidas pela lama que escorreu da mineradora. Até esta tarde, as Defesa Civis estadual e municipais não tinham informado se alguma comunidade foi evacuada. Conforme apurado por O TEMPO com um morador de Congonhas e ex-funcionário da Vale, o acidente teria ocorrido em uma área da empresa localizada às margens da BR-040, na altura do bairro Pires, de Congonhas.”Esta lama pode chegar em uma estrutura da CSN, que está localizada logo ao lado. Lá não tem barragem, mas tem outros diques. Acontece que abaixo temos comunidades, como o Motas, em Ouro Preto, Campos Altos, Campo das Flores, Mineirinho e, também, Congonhas”, detalhou o morador, que não quis ser identificado. 

Ainda segundo ele, o material que vazou da estrutura da mineradora pode atingir o rio Goiabeiras que, se transbordar, poderá inundar o centro de Congonhas. “O encontro do Goiabeiras com o rio Maranhão é ao lado da rodoviária da cidade. A gente não sabe ainda a magnitude do ocorrido, mas estamos todos em alerta. Até mesmo porque o rio já estava bastante cheio nos últimos dias, quase transbordando”, alerta o morador. 

Vale diz que houve extravasamento em cava 

Por nota, a mineradora Vale informou que o incidente foi um “extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto”. Segundo a empresa, o fluxo atingiu algumas áreas de uma empresa, sendo que pessoas e comunidades não foram afetadas. “Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.  A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”, concluiu. 

Material não atingiu diques ou barragens da CSN

Procurada pela reportagem, a CSN informou por nota que o incidente na mina da Vale causou um “alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração”. Entre as estruturas da mineradora que foram atingidas estão o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque, “entre outras áreas e atividades”. Entretanto, nenhuma barragem ou dique teria sido atingido.

“Importante ressaltar que  todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente. A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas”, completou. A mineradora negou que tenha sido necessário evacuar seus trabalhadores em decorrência da inundação. 

Aniversário de tragédia 

Este domingo (25) marca o sétimo aniversário do rompimento da barragem B1, da mineradora Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tragédia ceifou 272 vidas e provocou uma onda de destruição ambiental. A lama rompeu a barreira de vegetação, engoliu o córrego Ferro-Carvão, percorreu nove quilômetros e atingiu o rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco.

CSN atingida

Parte da propriedade da mineradora Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), localizada entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, foi atingida pelo vazamento de lama da Vale na madrugada deste domingo (25/1). Imagens registradas dentro da empresa mostram áreas alagadas e o fluxo do extravasamento de água com sedimentos chegando à entrada de um dos prédios. De acordo com a CSN, o transbordamento de líquido de uma cava da mina de Fábrica da Vale, na região do distrito de Pires, atingiu o almoxarifado da empresa, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque, entre outras áreas e atividades. A mineradora possui uma represa próxima à zona transbordada, mas, segundo ela, nenhuma barragem ou dique foi atingido.

O distrito de Pires é caracterizado pela alta concentração de atividades minerárias e instalações próximas umas das outras. Segundo a Vale, até o momento, nenhuma pessoa ou comunidade foi afetada, apesar de a situação ter colocado a população de Congonhas e Ouro Preto em estado de alerta.

A Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas está no local para avaliar os possíveis prejuízos. Já o Corpo de Bombeiros informou que, por enquanto, não foi acionada para o local. 

Veja nota da CSN 

“Na madrugada de hoje (25/1), houve uma ocorrência em uma cava pertencente à Mineradora Vale, o que provocou o alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração, incluindo o Almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades. Importante ressaltar que  todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente.

A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas.”

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