Ainda segundo ele, o material que vazou da estrutura da mineradora pode atingir o rio Goiabeiras que, se transbordar, poderá inundar o centro de Congonhas. “O encontro do Goiabeiras com o rio Maranhão é ao lado da rodoviária da cidade. A gente não sabe ainda a magnitude do ocorrido, mas estamos todos em alerta. Até mesmo porque o rio já estava bastante cheio nos últimos dias, quase transbordando”, alerta o morador.
Vale diz que houve extravasamento em cava
Por nota, a mineradora Vale informou que o incidente foi um “extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto”. Segundo a empresa, o fluxo atingiu algumas áreas de uma empresa, sendo que pessoas e comunidades não foram afetadas. “Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas. A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”, concluiu.
Material não atingiu diques ou barragens da CSN
Procurada pela reportagem, a CSN informou por nota que o incidente na mina da Vale causou um “alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração”. Entre as estruturas da mineradora que foram atingidas estão o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque, “entre outras áreas e atividades”. Entretanto, nenhuma barragem ou dique teria sido atingido.



“Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente. A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas”, completou. A mineradora negou que tenha sido necessário evacuar seus trabalhadores em decorrência da inundação.
Aniversário de tragédia
Este domingo (25) marca o sétimo aniversário do rompimento da barragem B1, da mineradora Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tragédia ceifou 272 vidas e provocou uma onda de destruição ambiental. A lama rompeu a barreira de vegetação, engoliu o córrego Ferro-Carvão, percorreu nove quilômetros e atingiu o rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco.
CSN atingida
Parte da propriedade da mineradora Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), localizada entre Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, foi atingida pelo vazamento de lama da Vale na madrugada deste domingo (25/1). Imagens registradas dentro da empresa mostram áreas alagadas e o fluxo do extravasamento de água com sedimentos chegando à entrada de um dos prédios. De acordo com a CSN, o transbordamento de líquido de uma cava da mina de Fábrica da Vale, na região do distrito de Pires, atingiu o almoxarifado da empresa, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque, entre outras áreas e atividades. A mineradora possui uma represa próxima à zona transbordada, mas, segundo ela, nenhuma barragem ou dique foi atingido.
O distrito de Pires é caracterizado pela alta concentração de atividades minerárias e instalações próximas umas das outras. Segundo a Vale, até o momento, nenhuma pessoa ou comunidade foi afetada, apesar de a situação ter colocado a população de Congonhas e Ouro Preto em estado de alerta.
A Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas está no local para avaliar os possíveis prejuízos. Já o Corpo de Bombeiros informou que, por enquanto, não foi acionada para o local.
Veja nota da CSN
“Na madrugada de hoje (25/1), houve uma ocorrência em uma cava pertencente à Mineradora Vale, o que provocou o alagamento de áreas na unidade Pires, em Ouro Preto, de propriedade da CSN Mineração, incluindo o Almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque entre outras áreas e atividades. Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente.
A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas.”



