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Prefeitura de Lafaiete revela que menos da metade dos imóveis foi vendida e prepara novo leilão; arrecadação chegou a mais de R$3,4 milhões

A Prefeitura de Conselheiro Lafaiete divulgou a resposta ao Requerimento nº 149/2026, trazendo detalhes sobre o Leilão Público Eletrônico nº 001/2025 — e os números chamam atenção.Dos 77 imóveis colocados à venda pelo município, apenas 32 foram efetivamente arrematados com pagamento confirmado. Outros três lotes até tiveram vencedores, mas os compradores não concluíram o pagamento. Já 18 terrenos não receberam nenhuma proposta, evidenciando uma adesão abaixo do esperado.

Mesmo assim, o leilão garantiu uma arrecadação de R$ 3.474.485,02 aos cofres públicos. O valor, no entanto, é menor do que o inicialmente registrado em lances vencedores, que ultrapassava R$ 3,5 milhões — diferença explicada justamente pelos casos de inadimplência.

Os imóveis vendidos estão espalhados por diversos bairros da cidade, como Tiradentes, Vila Veneza, Santa Fé, Santa Terezinha, Novo Horizonte e Belvedere. Os valores variaram bastante, indo de pouco mais de R$ 59 mil até cerca de R$ 288 mil, dependendo da localização e das características dos terrenos.

Segundo a Prefeitura, todos os imóveis passaram por avaliação técnica realizada por uma comissão instituída oficialmente, com base nos valores de mercado. Os critérios utilizados foram aprovados pela Câmara Municipal, conforme prevê a legislação vigente.

Outro dado relevante é que 21 lotes não foram efetivamente comercializados, seja por falta de interessados ou pela não conclusão do pagamento. Diante disso, o município já confirmou que prepara um novo leilão para tentar vender esses imóveis.

A administração informou que os terrenos remanescentes passarão por uma reavaliação, com definição de novos valores mínimos de lance. Apesar disso, ainda não há data definida para a realização dessa nova etapa.

Os recursos obtidos com as vendas seguirão a destinação prevista em lei municipal. Enquanto isso, cresce a expectativa sobre o próximo leilão, que pode representar uma nova tentativa da Prefeitura de transformar patrimônio público em receita — e, ao mesmo tempo, reacender o interesse do mercado imobiliário local.

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