O fechamento das agências do Bradesco e do Itaú em Carandaí não é apenas uma mudança no sistema bancário — é um golpe direto no dia a dia da população.O que para os bancos significa “reestruturação” e “modernização”, para o cidadão comum virou sinônimo de filas intermináveis, atendimento precário e abandono. A realidade nas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil escancara o problema: unidades sobrecarregadas, demora no atendimento e um sistema que claramente não suporta a demanda.
E quem mais sofre com isso? Os mais vulneráveis. Idosos e pensionistas do INSS, que dependem do atendimento presencial, agora enfrentam dificuldades ainda maiores. Muitos não têm acesso ou familiaridade com aplicativos e serviços digitais, sendo praticamente excluídos dessa nova realidade imposta pelos bancos.Enquanto as instituições financeiras cortam custos e fecham portas, a população paga o preço — literalmente — com tempo, desgaste e falta de dignidade no atendimento.
A promessa de soluções digitais e agendamentos online pode até funcionar no papel, mas nas ruas de Carandaí a situação é outra: gente esperando por horas, sem suporte, sem estrutura e sem resposta.Carandaí não pode ser tratada como número. O que está acontecendo é mais do que uma decisão administrativa — é um reflexo de um sistema que prioriza lucros e ignora pessoas.E a pergunta que fica é: até quando a população vai arcar sozinha com esse prejuízo? (Portal Carandaí)
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