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Roteiros de ecoturismo mapeiam quedas d’água de até 380 metros em parques nacionais no Brasil

Neste semestre, o mapeamento de áreas de preservação destaca circuitos de visitação em complexos hídricos pelo país. O levantamento inclui destinos estruturados dentro de unidades de conservação, como o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. As rotas exigem planejamento prévio e contratação de guias cadastrados pelas prefeituras locais.

Na Bahia, a estrutura de acesso à Cachoeira da Fumaça compreende uma caminhada de seis quilômetros até o topo da queda de 380 metros. Em Minas Gerais, o Parque Natural Municipal do Tabuleiro gerencia a entrada para a terceira maior queda do país, com 273 metros de altura. O percurso inferior demanda preparo físico e monitoramento das condições climáticas para evitar acidentes.

Regras de acesso e conservação ambiental

O ingresso nestas áreas de preservação segue normas rígidas estabelecidas por órgãos ambientais e comunidades tradicionais. No território quilombola Kalunga, em Goiás, a visitação à Cachoeira de Santa Bárbara ocorre apenas com agendamento prévio e pagamento de taxa de manutenção. O controle de fluxo visa proteger as águas de coloração azulada, formadas pela concentração de minerais nas rochas da região.

As administrações regionais exigem equipamentos de segurança e definem regras de conduta para os visitantes. As diretrizes centrais de operação incluem:

  • Uso obrigatório de coletes salva-vidas em travessias de cânions, como no trecho da Cachoeira do Buracão, em Ibicoara.
  • Restrição de banho em áreas de risco geológico, a exemplo do mirante da Cachoeira Véu de Noiva, no Mato Grosso.
  • Recolhimento integral de resíduos sólidos produzidos durante as caminhadas nas áreas de mata nativa.

A região Sul do país apresenta formações geológicas distintas integradas ao ecoturismo estadual. O Parque Estadual do Turvo, em Derrubadas, abriga o Salto do Yucumã, uma falha de 1.800 metros de extensão ao longo do leito do Rio Uruguai. A visualização das quedas longitudinais atinge seu ápice durante o período de estiagem, entre março e outubro, quando o volume de água diminui.

A movimentação financeira gerada pelo ecoturismo sustenta negócios locais no entorno dos parques e reservas ecológicas. A comercialização de serviços abrange desde pousadas nas cidades-base até o aluguel de veículos de tração para o Jalapão, no Tocantins. A contratação de condutores locais credenciados funciona como a principal fonte de renda direta para moradores dessas áreas rurais.


Fonte: O Cafezinho

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