A Prefeitura de Congonhas se manifestou oficialmente sobre a situação do antigo Hotel Congonhas, conhecido como “Hotel do Jucão”, cujas obras permanecem paralisadas há anos. As informações constam em resposta ao Requerimento nº 102/2026, da Vereadora Patrícia Monteiro, encaminhada à Câmara Municipal. De acordo com o documento, existe um projeto arquitetônico elaborado para a reforma e restauração do imóvel, com a proposta de transformá-lo em um Memorial das Culturas Populares. Os projetos complementares também chegaram a ser desenvolvidos por empresa contratada pelo município, mas ainda dependem de ajustes técnicos, como a finalização da compatibilização entre as etapas e a elaboração do projeto estrutural de fundação.
A administração municipal informou ainda que uma etapa importante, relacionada à estabilização da estrutura do prédio, foi iniciada por meio de contrato superior a R$ 400 mil. O serviço previa a instalação de escoramento metálico para garantir a segurança do imóvel. No entanto, o contrato foi encerrado sem a desmontagem da estrutura, já que o prédio ainda necessita de estabilização antes do início efetivo das obras de reforma.
Outro ponto abordado foi a situação da escadaria histórica localizada na Rua Vitor de Freitas, nas proximidades do imóvel. Segundo a Prefeitura, há um projeto de requalificação urbana para o local, parte do qual já foi executada. A proposta prevê melhorias no entorno do hotel, integrando a revitalização da área central.
Apesar dos avanços em projetos e intervenções pontuais, ainda não há previsão concreta para a retomada das obras do “Hotel do Jucão”, que segue como uma das estruturas históricas mais emblemáticas e, ao mesmo tempo, mais aguardadas para revitalização no município. A Prefeitura de Congonhas se manifestou oficialmente sobre a situação do antigo Hotel Congonhas, conhecido como “Hotel do Jucão”, cujas obras permanecem paralisadas há anos. As informações constam em resposta ao Requerimento nº 102/2026, encaminhada à Câmara Municipal.
De acordo com o documento, existe um projeto arquitetônico elaborado para a reforma e restauração do imóvel, com a proposta de transformá-lo em um Memorial das Culturas Populares. Os projetos complementares também chegaram a ser desenvolvidos por empresa contratada pelo município, mas ainda dependem de ajustes técnicos, como a finalização da compatibilização entre as etapas e a elaboração do projeto estrutural de fundação.
A administração municipal informou ainda que uma etapa importante, relacionada à estabilização da estrutura do prédio, foi iniciada por meio de contrato superior a R$ 400 mil. O serviço previa a instalação de escoramento metálico para garantir a segurança do imóvel. No entanto, o contrato foi encerrado sem a desmontagem da estrutura, já que o prédio ainda necessita de estabilização antes do início efetivo das obras de reforma.
Outro ponto abordado foi a situação da escadaria histórica localizada na Rua Vitor de Freitas, nas proximidades do imóvel. Segundo a Prefeitura, há um projeto de requalificação urbana para o local, parte do qual já foi executada. A proposta prevê melhorias no entorno do hotel, integrando a revitalização da área central.
Além disso, o documento destaca que a execução completa da obra depende de etapas técnicas consideradas essenciais, como a realização de sondagens geotécnicas — que só podem ser feitas após a estabilização da estrutura existente. Essa condição tem sido um dos principais entraves para o avanço do projeto, já que envolve questões de segurança e preservação do patrimônio histórico.

Internamente, a proposta de transformação do espaço em um memorial cultural é vista como estratégica para valorizar a história e as tradições locais, além de fomentar o turismo na cidade, que já é reconhecida nacionalmente por seu patrimônio histórico e religioso. A reativação do imóvel poderia contribuir diretamente para a movimentação econômica da região central, beneficiando comerciantes e ampliando a oferta cultural.
Mesmo com a existência de projetos e estudos técnicos, a ausência de um cronograma definido para a retomada das obras gera questionamentos por parte da população e de vereadores, que cobram maior celeridade e transparência no andamento das ações. O tema tem sido recorrente em debates no Legislativo municipal, sobretudo devido ao estado de abandono do imóvel e ao seu potencial histórico.
Por fim, a Prefeitura reforçou que segue à disposição para prestar esclarecimentos e que novas etapas dependem da conclusão dos ajustes técnicos e da viabilização das condições necessárias para execução segura da obra. Enquanto isso, o “Hotel do Jucão” permanece como símbolo de um projeto aguardado há anos pela comunidade de Congonhas.
Um pouco da história
Na década de 1960, o Sr. Florisbelo Pereira — o Jucão — abriu a pensão que levaria seu nome, transformando o endereço em ponto de encontro da cultura popular. Grande incentivador do congado, manteve viva a festa em homenagem a Nossa Senhora, que tomava as ruas de maio e outubro, saindo dali em direção à Igreja do Rosário.
O imóvel, desapropriado pelo município, tem proteção apenas por integrar o conjunto urbano tombado pelo IPHAN em 1941. No âmbito local, porém, não há registro de tombamento específico. Curiosamente, o perímetro estabelecido em 2010 para o Núcleo Histórico de Congonhas vai da Rua Dr. Victor de Freitas à Avenida Governador Valadares, deixando de fora edificações de reconhecida relevância histórica, como o Hotel Jucão e o Hotel Vartuli.
Corrigir essa lacuna exigiria a elaboração de um novo dossiê de tombamento, capaz de ampliar a proteção ao patrimônio urbano. Nesse sentido, há uma iniciativa da Prefeitura para resguardar o núcleo urbano da Estação Ferroviária. O projeto pretende incluir as construções do entorno — entre elas o Jucão, o Vartuli e o antigo embarcadouro da Crusul — assegurando a conservação de um conjunto histórico mais amplo e representativo da cidade.
Entretanto, o prédio histórico não pode esperar; se nada for feito agora, restará apenas um monte de entulho onde, por décadas, pulsou vida, música, fé e tradição. Que o poder público intervenha para salvar a Pensão do Jucão antes que a última parede caia, pois, a memória não se reconstrói depois que desaba.





