Hospital Bom Jesus (HBJ) voltou ao centro da polêmica na sessão desta manhã (2), na Câmara de Congonhas. O principal alvo de um requerimento, de iniciativa do vereador Averaldo Pica Pau (PL), foram as suspeitas levantadas em plenário sobre suposta suspensão ou redução das cirurgias na unidade hospitalar.
O Vereador sustentou que a interrupção nos procedimentos cirúrgicos estaria atrelada a atrasos no pagamento da empresa contratada para realizar a gestão médica do hospital.
No requerimento, Pica Pau solicitou documentos sobre a existência de débitos vencidos como também a exigência de envio de notas fiscais, valores e datas de vencimentos. O parlamentar também cobrou uma definição clara se a redução das cirurgias ocorre efetivamente por problemas financeiros ou por outros fatores.
Em outros pedidos, o vereador pediu o balanço detalhado dos últimos 90 dias, especificando o número de cirurgias agendadas, o total de procedimentos realizados e a quantidade de cirurgias remarcadas, além dos motivos para esses reagendamentos.
Troca de empresa
Outro assunto levantado nos debates foi a saída da empresa “4ID” da gestão dos procedimentos médicos e sua troca pela “Live Med” que assumiu esta semana gestão médica no Hospital Bom Jesus. A empresa anterior vinha sendo questionada pela baixa entrega de resultados e por 3 vezes foi notificada pela falta de plantões. “Serei um carrapato de agora em diante de resultados. O que falta é gestão. A intervenção foi técnica mas passou a ser política. Existe uma disputa dentro do hospital. Ali não é balcão de negócios da direção ou de médicos. O hospital é do povo. A situação não pode permanecer neste patamar e povo paga pela ineficiência”, ressaltou Pica Pau. “Se for necessário faço oposição sozinho na Câmara”, completou, citando que recebeu informações que todos os pagamentos do hospital estão em dia.
A Vereadora Simônia Magalhães (PL) fez denúncias de cortes de telefone por falta de pagamento. Já o Vereador Igor Souza (PL) voltou a criticar a gestão do hospital. Ele citou que o acordo coletivo ainda não foi assinado pela prefeitura. “Vai trocar somente as camisas ou trocar os jogadores? O contrato com 4ID era de quase R$ 40 milhões. A informação é de que esta nova empresa é séria. Os cancelamento de cirurgias é por falta de insumos básicos”, arrematou, citando que o sindicato acionou, pela demora, o Ministério Público do Trabalho para buscar a execução do acordo.
Atraso
Para finalizar a sessão, o Vereador Mércio cobrou informações e justificativas no atraso do pagamento das empresas terceirizadas da prefeitura de Congonhas.



