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Farra das isenções: governo de MG dá R$ 22 milhões para a família de Zema enquanto a Educação e os serviços públicos definham

O dinheiro dos cofres públicos, que deveria estar nas escolas, na valorização dos trabalhadores da educação, na saúde e na infraestrutura, escorrendo pelo ralo para beneficiar o bolso do clã Zema.

O discurso de “estado quebrado” do governador Romeu Zema sempre serviu apenas a um propósito: justificar o arrocho salarial dos servidores públicos e o sucateamento dos serviços essenciais. Mas a máscara da austeridade caiu. Veio a público um escândalo que expõe as prioridades desta gestão: o governo de Minas Gerais concedeu R$ 22 milhões em isenções de impostos para uma empresa da família do próprio governador.

É o dinheiro dos cofres públicos, que deveria estar nas escolas, na valorização dos trabalhadores da educação, na saúde e na infraestrutura, escorrendo pelo ralo para beneficiar o bolso do clã Zema. Enquanto a categoria sofre com a falta de estrutura, sobrecarga e precarização constante, o governo é acusado de usar a máquina pública para garantir privilégios.

Uma política feita para os bilionários

O perdão milionário à família Zema não é um caso isolado, mas o retrato de uma política fiscal que concentra riqueza nas mãos de poucos. Dados publicados na terça-feira (23) pelo Portal da Transparência do governo de Minas Gerais indicaram a lista de empresas beneficiadas com isenções do ICMS. Nela, apenas 20 empresas concentram quase 40% de todas as isenções fiscais do Estado.

Na prática, isso significa que um pequeno clube de grandes empresários está deixando de pagar bilhões em impostos com o aval do governo, transferindo a conta da crise para a classe trabalhadora e para a população mais pobre de Minas Gerais. Para o Sindicato, o Estado não está quebrado; ele está sendo saqueado.

Onde estão as mineradoras?

Nessa farra fiscal, chama a atenção um detalhe: as grandes mineradoras não aparecem no topo da lista das empresas que mais recebem essas isenções diretas do Estado. A ausência das mineradoras nessa lista específica se explica por manobras tributárias ainda maiores e legislações federais (como a Lei Kandir), que já isentam as exportações de minério — uma legislação federal que o sindicato defende que deveria ter sido revogada há muito tempo.

Essas empresas, que deixam um rastro de destruição ambiental, continuam lucrando de forma astronômica e devolvendo, segundo a entidade, migalhas para os cofres públicos e para a sociedade mineira.

Dinheiro tem, mas falta prioridade

A austeridade do governo Zema-Simões tem alvo certo: o servidor público. Para os trabalhadores e para os filhos da classe trabalhadora que dependem da escola pública, o governo oferece cortes, precarização e desrespeito. Para a sua própria família e para os donos do capital, a torneira do dinheiro público jorra sem nenhum controle.

O Sind-REDE/BH repudia essa política de privilégios, nepotismo fiscal e concentração de renda. O sindicato exige transparência, o fim da farra das isenções e a imediata destinação dos recursos públicos para o que considera essencial: a valorização dos servidores e a garantia de serviços públicos de qualidade para a população.

FONTE: Sind-REDE/BH

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