×

Vale patrocina Mercado Central e devolve nome tradicional

Parceria focada em infraestrutura e sustentabilidade visa preparar o espaço para o seu centenário em 2029.

O Mercado Central de Belo Horizonte inicia uma nova fase em sua história. Em uma parceria anunciada neste domingo (5/7), a mineradora Vale tornou-se a nova patrocinadora oficial do espaço, adotando um modelo de “right naming” que, diferente de acordos anteriores, preserva o nome original “Mercado Central”, mantendo a identidade e o legado histórico do local.

Foco no centenário e infraestrutura

O acordo prevê investimentos em infraestrutura, projetos de sustentabilidade e ações comunitárias até 2029, ano em que o mercado celebrará 100 anos. Embora a Vale não tenha divulgado os valores financeiros do investimento, o vice-presidente técnico da empresa, Rafael Bittar, destacou que a iniciativa faz parte de um novo posicionamento da companhia, focado em gerar valor compartilhado e sensibilidade social.

As melhorias serão implementadas de forma gradual e colaborativa:

  • Gestão participativa: As demandas de melhorias partirão dos lojistas, sendo discutidas em assembleias e aprovadas por votação antes de receberem o aporte da mineradora.
  • Intervenções estruturais: O presidente do Mercado Central, Geraldo Campos, ressaltou que o prédio atual, datado da década de 1970, necessita de atualizações constantes para manter a segurança, o conforto e a eficiência adequados para os quase 60 mil visitantes diários.
  • Programação cultural: Além da parte física, a parceria inclui ativações gastronômicas e culturais para fortalecer o vínculo do mercado com a comunidade.

Respeito à identidade mineira

A decisão de não alterar o nome do mercado marca uma mudança em relação à parceria anterior, firmada com uma plataforma de apostas em 2024, que havia adicionado a marca comercial ao título do espaço. Segundo a administração, a opção por devolver o nome tradicional foi uma forma de reconhecer o forte vínculo emocional e cultural que os mineiros possuem com o mercado.

“A Vale é uma empresa de raízes mineiras e o Mercado Central também. Essa conexão é fundamental”, afirmou Rafael Bittar. Para Geraldo Campos, a união de duas instituições centenárias em Minas Gerais representa um passo importante para a preservação de um dos maiores símbolos de “mineiridade” e um dos principais pontos turísticos do estado.

Fonte: Estado de Minas (via MSN)

Receba Notícias Em Seu Celular

Quero receber notícias no whatsapp