Fundada em 1549 como a primeira capital do Brasil, Salvador guarda o centro histórico mais exuberante do continente. O Pelourinho é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 1985. A cidade tornou-se a “capital negra do Brasil” por ter sido o porto de entrada da maior população africana escravizada das Américas, uma herança que moldou sua música, religião, culinária e manifestações populares.
Patrimônio Imaterial e Cultural
A Bahia guarda quatro dos bens imateriais registrados como Patrimônio do Brasil pelo IPHAN, todos com raízes em Salvador: a Festa do Senhor do Bonfim, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, o Ofício das Baianas de Acarajé e a Roda de Capoeira.
O que visitar no Centro Histórico
A área tombada pelo IPHAN abrange cerca de 80 hectares. Os principais pontos incluem:
- Largo do Pelourinho: Cartão-postal com casarões coloridos e a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
- Igreja e Convento de São Francisco: Obra barroca com interior em talhas douradas e azulejos portugueses.
- Terreiro de Jesus: Praça que abriga a Catedral Basílica e o Museu Afro-Brasileiro.
- Fundação Casa de Jorge Amado: Preserva a obra do escritor baiano em um casarão azul no Pelourinho.
- Elevador Lacerda: Liga a Cidade Alta à Cidade Baixa desde 1873, com vista para a Baía de Todos os Santos.
A cidade de dois planos
A fundação de Salvador seguiu o modelo urbanístico português, aproveitando o desnível geológico:
- Cidade Alta: Funções administrativas, religiosas e residenciais.
- Cidade Baixa: Porto e comércio, junto à beira-mar. A conexão é feita pelo Elevador Lacerda ou pelo histórico Plano Inclinado Gonçalves.
Dique do Tororó e os Orixás
O Dique do Tororó é o único manancial natural dentro da área urbana e abriga oito esculturas monumentais de orixás criadas por Tatti Moreno em 1998, homenageando o panteão afro-brasileiro.
Praias e Orla
A orla soteropolitana estende-se por 30 km:
- Porto da Barra: Águas calmas, ideal para o pôr do sol.
- Itapuã: Mistura cultura, bares e mar transparente.
- Flamengo e Stella Maris: Extensas, com ondas para surfe e quiosques.
Gastronomia
O acarajé, vendido pelas baianas em trajes tradicionais, é o símbolo da cidade. Outros destaques incluem a moqueca baiana, o bobó de camarão, a casquinha de siri e o caruru. O Mercado Modelo é um ponto central para provar essas iguarias na Cidade Baixa.
Quando visitar
- Verão (Dezembro a Fevereiro): Estação da alegria, ensaios de blocos e preparação para o Carnaval.
- Outono (Março a Maio): Início do período úmido, ideal para museus e centro histórico.
- Inverno (Junho a Agosto): Período de chuvas e clima fresco, propício para o turismo religioso.
- Primavera (Setembro a Novembro): Retorno do sol, ótimo para festas populares e caminhadas.
Fonte: Correio Braziliense




