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GRAD assume missão de ampliar atendimento e proteção animal em Congonhas

O Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD) foi selecionado pela Prefeitura de Congonhas para executar uma ampla frente de proteção e bem-estar animal no município. A atuação vai do atendimento veterinário e controle populacional à resposta especializada em situações de emergência.O serviço prevê atendimento a animais de famílias de baixa renda, resgate e tratamento de cães e gatos em situação de rua, acolhimento temporário, castrações itinerantes, adoção responsável, apoio a protetores independentes e ações de prevenção aos maus-tratos. Animais silvestres também estão incluídos.

O GRAD chega à nova missão já com experiência recente em Congonhas. Em abril, a organização participou do Simulado de Emergência 2026 de barragens, coordenado pela Defesa Civil e que mobilizou cerca de 1.400 pessoas.

Sete profissionais do grupo, entre médicos veterinários e bombeiros civis, participaram da operação com ambulância, veículos 4×4 e equipamentos para resgate e atendimento clínico. A equipe também fez levantamento de animais existentes em áreas de risco, incluindo pontos de Lobo Leite e do Residencial.

A preocupação é estratégica. Em uma eventual evacuação, cães, gatos, cavalos, aves e outros animais também precisam ser retirados com segurança. A falta de um plano para eles pode, inclusive, levar moradores a resistirem à saída de áreas ameaçadas.O GRAD tem experiência justamente nesse tipo de situação. Segundo dados institucionais da organização, são mais de 100 integrantes, mais de 120 operações realizadas, 50 mil animais assistidos e mais de 20 mil famílias multiespécies atendidas. O grupo participou de grandes respostas a desastres, entre elas Mariana, Brumadinho, Pantanal e as enchentes do Rio Grande do Sul.

Em Congonhas, porém, o trabalho não ficará restrito às emergências. A proposta é levar essa experiência para o dia a dia da política de proteção animal, com prevenção, atendimento, castração, acolhimento e adoção.O GRAD foi o único participante do chamamento público e teve o resultado homologado em agosto. A execução dos serviços depende agora da formalização da parceria e da aprovação do plano de trabalho.

Com isso, Congonhas poderá reunir em uma mesma estrutura duas necessidades: cuidar dos animais vulneráveis no cotidiano e estar preparada para protegê-los também quando uma emergência exigir resposta rápida.

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