Os vereadores de Congonhas cobraram o reforço das ações de segurança pública e avanços nas políticas de atendimento às pessoas em situação de rua e de dependentes químicos durante a reunião das Comissões da Câmara, realizada nesta segunda-feira (28). O encontro contou com representantes das secretarias de Segurança Pública e Trânsito e de Assistência Social, da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar.
Durante a reunião, a Polícia Militar apresentou um balanço das ações no município. Em 2025, foram realizadas 2.284 operações policiais, com a prisão de 74 foragidos da Justiça e a apreensão de 23 armas. Em 2026, já são 1.413 operações, 50 foragidos presos e 25 armas apreendidas até agosto. O tenente Vitor Machado, comandante da 73ª Companhia da Polícia Militar também destacou a ampliação do efetivo, o aumento das rondas com motocicletas e da Patrulha Rural, além dos atendimentos da patrulha de prevenção e combate a violência domésticas e os resultados positivos da implantação de uma base móvel instalada na Praça JK.
O vereador Eduardo Ladislau (PRD) cobrou mais segurança em diferentes regiões da cidade e atenção ao aumento da população em situação de rua e o vereador Heli Piu (Solidariedade) questionou sobre a ampliação do videomonitoramento na cidade.
Segundo o Secretário de Segurança Pública, José Roberto da Costa, o município possui atualmente 21 câmeras de Olho Vivo e estudava ampliar o sistema para 60 equipamentos, mas o projeto deverá ser revisto devido à projeção de queda da arrecadação.
O vereador Mércio (PSB) reconheceu a melhora na sensação de segurança na Praça JK com o trabalho da Polícia e defendeu que, mesmo diante das projeções de queda na arrecadação, o Governo preserve os investimentos em áreas essenciais, evitando cortes que possam comprometer serviços como saúde, educação, segurança pública e assistência social.
O vereador Eduardo Matosinhos (PMN) pediu maior atuação da Guarda Civil nos cruzamentos e horários de pico e o vereador Galileu (Podemos) destacou o trabalho da Polícia com a Patrulha Rural na região de Lobo Leite e Sassafrás.
Assistência à população de rua e dependentes químicos
A situação das pessoas em situação de rua também concentrou as cobranças. Segundo a secretária de Assistência Social, Fátima Sabará, 141 pessoas em situação de rua ou migração foram atendidas no primeiro semestre. Atualmente, 32 pessoas são acompanhadas pela Prefeitura, que oferece alimentação, kits de higiene, passagens, apoio para emissão de documentos e encaminhamentos para serviços de saúde, entre outras ações.
Segundo Fátima Sabará, o Governo trabalha para implantar um centro especializado de atendimento à pessoa em situação de rua e na criação de um comitê intersetorial, com representantes do Poder Público e da sociedade civil para fortalecer as políticas destinadas a essa população. Também estão sendo realizadas tratativas com autoridades de Ouro Branco e Conselheiro Lafaiete para uma atuação regional no atendimento da população de rua.
A vereadora Kate Bárbara (Solidariedade) defendeu ações de capacitação e inserção no mercado de trabalho e o vereador Mércio cobrou maior apoio às famílias de dependentes de álcool e outras drogas, principalmente aquelas sem condições de custear tratamentos.
A Secretaria de Assistência Social informou que o município não possui convênio com clínicas de internação, mas que a Prefeitura, através da Secretaria de Segurança Pública pode auxiliar na busca por vagas sociais existentes em clínicas espalhadas pelo Estado de Minas Gerais e oferecer apoio com transporte. Ela também defendeu ampliação das discussões de sobre mais políticas públicas para apoio às pessoas que enfrentam dependência química.
As discussões sobre Segurança Pública e Assistência Social terão continuidade na próxima reunião mensal das Comissões, prevista para a última segunda-feira de outubro. A íntegra deste encontro está disponível no canal CM Congonhas, no YouTube.
✏️📷 Por Reinaldo Silva



