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Governo Lula vai abater dívidas das famílias brasileiras com descontos de até 90%; ministro revela quando Lula anunciará o programa

Novo programa de renegociação de dívidas mira famílias de baixa renda e promete descontos elevados, com anúncio previsto após viagem internacional do presidente.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em declaração feita nesta segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar, após viagem oficial à Europa, um novo programa federal de renegociação de dívidas voltado às famílias brasileiras, com previsão de descontos que podem chegar a até 90% do valor devido.

A sinalização foi feita durante agenda em São Paulo, onde o ministro indicou que se reuniria com Lula para tratar dos últimos ajustes do programa. A expectativa é que a medida esteja pronta para anúncio logo depois da viagem internacional, que inclui compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal entre os dias 17 e 21 de abril de 2026.

Programa Desenrola 2.0 e renegociação de dívidas no Brasil

A iniciativa, tratada internamente como uma nova etapa do programa Desenrola, surge em meio ao aumento do endividamento das famílias brasileiras e à tentativa do governo de reduzir a pressão financeira sobre o orçamento doméstico. A estratégia também dialoga com o atual cenário de juros, com a equipe econômica defendendo condições mais acessíveis para consumidores e pequenas empresas.

Como deve funcionar o novo programa de renegociação

Apesar da sinalização política, o formato final do programa ainda não foi oficialmente divulgado. Entre os pontos em análise está a concessão de descontos expressivos, podendo alcançar até 90%, dependendo do tipo de débito e da negociação com credores. Outro eixo central envolve a criação de mecanismos que evitem o retorno ao endividamento elevado.

Nesse contexto, o governo avalia impor restrições para beneficiários durante o período de pagamento das dívidas renegociadas, como limitações ao uso de crédito rotativo e cheque especial, além de possíveis barreiras ao acesso a plataformas de apostas online.

A estrutura de financiamento também segue em discussão. Há estudos para utilização de garantias públicas que reduzam o risco das instituições financeiras, o que pode facilitar a adesão de bancos e ampliar os descontos oferecidos nas renegociações.

Público-alvo do programa e critérios em análise

A proposta deverá priorizar famílias de baixa renda, especialmente aquelas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Ainda assim, há avaliações internas sobre a possibilidade de ampliar o alcance para grupos com renda um pouco mais elevada, dependendo do modelo final adotado.

O governo busca repetir a lógica social do Desenrola original, que teve foco em consumidores negativados e com menor acesso a crédito formal. No entanto, critérios como limite de renda e tipos de dívida incluídos ainda não foram confirmados em ato oficial.

Endividamento das famílias brasileiras atinge nível recorde

A discussão sobre o novo programa ocorre em um cenário de endividamento recorde no país. Em março de 2026, levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo apontou que 80,4% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de dívida, o maior índice já registrado pela série histórica.

Já a parcela de consumidores com contas em atraso ficou em 29,6%, enquanto 12,3% declararam não ter condições de quitar as dívidas vencidas. Os dados evidenciam a pressão sobre o orçamento das famílias de menor renda, que enfrentam maior exposição a juros elevados.

Viagem de Lula à Europa antecede anúncio do programa

A agenda internacional do presidente Lula inclui compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal. Segundo o Palácio do Planalto, a viagem tem como objetivo fortalecer relações comerciais e parcerias econômicas. É após esse retorno que o governo pretende apresentar oficialmente o programa de renegociação, com a definição de regras e condições oferecidas.

A equipe econômica trabalha para alinhar o anúncio a uma narrativa de estímulo à recuperação financeira das famílias, em um momento de desafios para o consumo interno.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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