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Fim da escala 6×1: entenda como fica a jornada para quem é garçons, cozinheiros e atendentes de restaurantes

Possível fim da escala 6×1 levanta dúvidas sobre a rotina de profissionais que trabalham em bares e restaurantes

A rotina de quem trabalha em restaurantes, bares e lanchonetes costuma ser puxada. Entre horários de pico, fins de semana movimentados, feriados e jornadas que se estendem até tarde da noite, garçons, cozinheiros e atendentes estão entre os profissionais que mais acompanham com atenção o debate sobre o fim da escala 6×1.

A proposta ainda não está valendo, mas já levanta dúvidas importantes no setor de alimentação fora do lar. Afinal, muitos estabelecimentos funcionam justamente nos dias em que a maioria das pessoas descansa.

Por isso, a principal mudança não seria o fechamento de restaurantes aos fins de semana, mas a reorganização das equipes para respeitar novos limites de jornada e descanso.

Fim da escala 6×1 para restaurantes pode mudar folgas

Atualmente, muitos profissionais de restaurantes trabalham em escalas próximas ao modelo 6×1, com seis dias de trabalho e apenas um dia de folga por semana.

Com a proposta em discussão, a jornada semanal poderia ser reduzida para 40 horas, sem redução salarial. Além disso, o texto prevê dois dias de descanso semanal remunerado.

Na prática, garçons, cozinheiros, atendentes, caixas, auxiliares de cozinha e outros funcionários poderiam ter uma rotina com mais tempo de descanso, caso a mudança seja aprovada e regulamentada.

Restaurantes poderão abrir aos sábados, domingos e feriados?

Sim. O fim da escala 6×1 não significa que restaurantes, bares e lanchonetes deixariam de funcionar aos sábados, domingos ou feriados. Como o setor depende desses dias para atender o público, a tendência é que o funcionamento continue por meio de escalas de revezamento.

Ou seja, os estabelecimentos poderiam seguir abertos, mas teriam que distribuir melhor os turnos entre os funcionários, respeitando os novos limites de carga horária e folgas.

Jornadas longas devem ser mais controladas

Para quem trabalha em restaurantes, a mudança pode ter impacto direto no controle de ponto e no pagamento de horas extras.

Em muitos casos, a rotina inclui entrada antes da abertura, preparação do salão, atendimento durante o expediente e fechamento após a saída dos clientes. Por isso, a contagem correta das horas trabalhadas tende a ganhar ainda mais importância.

Se a jornada semanal for reduzida, qualquer período acima do novo limite poderá gerar necessidade de pagamento de hora extra ou compensação, conforme a lei e os acordos da categoria.

Cozinheiros e equipes de cozinha também seriam impactados

A mudança não afetaria apenas quem atua no atendimento ao público. Cozinheiros, auxiliares de cozinha, churrasqueiros, confeiteiros e demais profissionais dos bastidores também poderiam ser alcançados pelas novas regras. Essas funções costumam começar antes do horário de maior movimento e, em alguns casos, seguem até depois do encerramento do atendimento.

Por isso, restaurantes teriam que revisar escalas internas, horários de preparação, equipes de apoio e divisão de tarefas para evitar sobrecarga.

Acordos coletivos continuarão importantes

O setor de bares e restaurantes costuma ter regras definidas em convenções coletivas, especialmente sobre trabalho aos domingos, feriados, adicionais, banco de horas e compensação de jornada.

Com uma eventual aprovação do fim da escala 6×1, esses acordos devem continuar tendo papel importante na adaptação das empresas. No entanto, eles precisarão respeitar os novos limites definidos pela legislação, caso a proposta avance no Congresso Nacional.

Mudança ainda não está em vigor

Apesar da grande repercussão, o fim da escala 6×1 ainda não está valendo no Brasil. A proposta precisa passar pelas etapas de análise e aprovação no Congresso antes de produzir efeitos.

Até lá, seguem valendo as regras atuais sobre jornada de trabalho, descanso semanal, hora extra e negociação coletiva.

Gabriel Dias Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Telejornalismo e Jornalismo Cultural.

Fonte: Portal 6

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