Moradores de Macacos esperam retomada do turismo com fim do risco de rompimento de barragem da Vale

Mais de 100 famílias foram retiradas de suas casas em 2019 por risco de serem atingidas por 3,3 milhões de metros cúbicos de rejeitos de barragem em nível 3 de emergência

Mais de cinco anos desde a evacuação de 200 pessoas no distrito de São Sebastião das Águas Claras, também conhecido como Macacos, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, moradores e comerciantes da localidade vivem o sentimento de alívio e expectativa de aquecimento do turismo, após o anúncio da conclusão da descaracterização da barragem B3/B4, na Mina Mar Azul. Desde 2019, quando sirenes tocaram e mudaram a vida dos moradores, a comunidade convivia com o risco de parte da comunidade ser engolida pela lama de rejeitos da mineradora e com a queda do turismo na região – marcada por trilhas, cachoeiras e pousadas com uma vista inesquecível – que registrou redução de até 80% no número de visitantes. Com o fim da ameaça, a população espera agora reafirmar o local como ponto turístico.

Conforme informou a Vale nessa segunda-feira (13 de maio), o local da barragem está em processo de validação pelos órgãos competentes e ainda passará por obras complementares, com implantação de drenagem e revegetação. Depois disso, será determinada pela Defesa Civil de Nova Lima a liberação da Zona de Auto Salvamento (ZAS), até então evacuada, e as 27 famílias que seguem em moradias temporárias poderão voltar aos seus imóveis de origem. Porém, já não existe mais risco associado ao local, já que foram removidos os 3,3 milhões de metros cúbicos de rejeitos que estavam armazenados na barragem.

Presidente da Associação Comunitária de Macacos (ACM), Marcelo Bonfanti conta que o fim do risco trouxe alívio e esperança à comunidade. “Quando recebemos essa notificação, o que sentimos é que a comunidade ficou aliviada por não ter mais essa barragem aqui em cima. Essa barragem trouxe transtornos, em 2019, para a comunidade e sofrimento”, afirma. Segundo Bonfanti, a população agora aguarda a retomada do turismo na cidade, que recebia média de 5 mil turistas todos os fins de semana antes da evacuação. Atualmente, a média de visitantes no período é de pouco mais de mil pessoas, o que representa uma redução de até 80% em alguns casos.

“Hoje a população se sente aliviada e pede que retorne ao que era antigamente, na área do turismo e gastronomia. O sofrimento psicológico não passa, para muitos moradores virou um trauma, a repercussão negativa na área do turismo foi grande para os comerciantes, que fecharam. Os que resistiram hoje estão felizes por não ter mais a barragem e ansiosos com a retomada do turismo”, conta. Para isso, Bonfanti cobra investimentos e revitalização do distrito. “Nós aguardamos que Macacos seja reconstruída, que o acesso ao distrito, por meio da AMG-160, seja revitalizado. Esperamos que os cinco mil turistas voltem a frequentar a área de cachoeiras, pousadas e restaurantes de São Sebastião das Águas Claras”, pontua.

Questionada, a Vale afirmou que para a requalificação do comércio e turismo e fortalecimento do serviço público municipal, transferência de renda, além de demandas das comunidades atingidas, em dezembro de 2022, foi assinado um acordo no valor de R$ 500 milhões para ações de reparação no distrito de Macacos. O acordo foi firmado em audiência no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com a participação do Ministério Público de Minas Gerais, Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, com interveniência e anuência do Município de Nova Lima e do Ministério Público Federal.

A reportagem também questionou a Prefeitura de Nova Lima sobre as ações para revitalização e impulsionamento do distrito de São Sebastião das Águas Claras e aguarda retorno. A matéria será atualizada tão logo em posicionamento seja enviado.

Medo ainda assombra

Apesar do alívio, para muitos, o som da sirene, mesmo que em cenário de testes, se tornou sinônimo de “gatilho para angústia” dos momentos vividos em 16 de fevereiro de 2019. Passava das 22 horas do dia e a chuva caia sobre o distrito de São Sebastião das Águas Claras, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, quando o som de uma sirene perturbou o silêncio dos moradores. O barulho levava uma mensagem jamais esquecida por quem mora na região: “Atenção, atenção. Essa é uma situação real de emergência de rompimento de barragem. Abandonem imediatamente suas residências, siga pela rota de fuga até o ponto de encontro e permaneçam até que sejam repassadas novas instruções”.

O relato é de Daniela Costa, de 44 anos. Moradora do distrito, ela foi indenizada pela mineradora e teve que deixar sua residência meses após a sirene por risco do imóvel ser atingido em caso de rompimento. Apesar do alívio com a notícia da conclusão da descaracterização da barragem B3/B4, ela afirma que é impossível esquecer os momentos de pânico. “Todo mundo que está em Macacos convive com um fantasma. Dá um alívio, mas parece algo irreal. A gente acaba descrente por conta do que ocorreu, ninguém sabe o quão seguro está”, afirma.

Daniela ainda relata a tristeza de ter perdido amigos e vizinhos, que acabaram deixando suas casas por medo. “A Vale comprou muitas propriedades depois do que aconteceu. A gente anda pelas ruas e vê dezenas de placas de ‘propriedade privada da Vale’. Não tem como esquecer, ali era onde moravam amigos, parentes e vizinhos que deixaram suas propriedades após a sirene”, conta.

Segundo a Vale, após o toque das sirenes, cerca de 1,3 mil pessoas assinaram acordos com a empresa, totalizando mais de R$ 200 milhões pagos. A mineradora afirma que todas essas indenizações individuais seguiram parâmetros e critérios estabelecidos no Termo de Compromisso firmado entre a Vale e a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. Com relação aos imóveis adquiridos pela Vale, a empresa garante que está sendo elaborado um plano de destinação que levará em consideração a particularidade de cada propriedade.

A expectativa agora é que 27 famílias que seguem em moradias temporárias possam voltar aos seus imóveis de origem nas próximas semanas após cronograma elaborado pela mineradora Segundo a Prefeitura de Nova Lima, seguindo a legislação vigente, o processo depende agora da validação dos órgãos fiscalizadores e a Agência Nacional de Mineração deve notificar o município nos próximos dias sobre a completa descaracterização da estrutura. A Defesa Civil fará vistoria na área onde existia a barragem a fim de acompanhar o andamento da fase de reintegração ao meio ambiente.
FONTE O TEMPO

Contran Anuncia FIM da CNH em 2024; veja quem se Beneficia!

Com o avanço contínuo na mobilidade urbana e as adaptações aos novos meios de transporte, o Contran implementou mudanças significativas na legislação de trânsito que impactarão diretamente motoristas e usuários de veículos em geral. Neste artigo, exploramos as principais alterações na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) previstas para 2024 e como elas afetarão a população brasileira.

Quais Veículos Não Exigirão CNH em 2024?

Entre as novidades, a mais destacada é a exclusão de ciclomotores da obrigatoriedade de CNH para sua condução. Com isso, veículos como bicicletas elétricas e patinetes elétricos, categorizados como de baixo impacto, poderão ser utilizados sem a necessidade deste documento. Esta mudança visa facilitar o uso de transportes sustentáveis e descomplicar a mobilidade diária nas cidades.

Quais veículos exigem CNH em 2024?

A CNH ainda será obrigatória para a condução de automóveis, motocicletas e veículos de grande porte. As categorias de habilitação permanecem essenciais para garantir que condutores estejam aptos e capacitados para operar tais veículos, considerando seu potencial de risco nas vias.

Revisão das Categorias da CNH no Brasil em 2024

  • Categoria A: Veículos motorizados de duas ou três rodas.
  • Categoria B: Veículos de até 3.500 kg e que transportem até 8 passageiros.
  • Categoria C: Veículos utilizados para transporte de carga acima de 3.500 kg.
  • Categoria D: Veículos para transporte de mais de 8 passageiros.
  • Categoria E: Combinações de veículos onde o reboque excede 6.000 kg.

Como Participar do Programa CNH Social e Obter Habilitação Gratuita?

O programa CNH Social é uma iniciativa de vários estados brasileiros que facilita o acesso à habilitação gratuita para cidadãos de baixa renda. Esse programa é crucial para quem busca melhor inserção no mercado de trabalho e necessita da CNH para atividades profissionais.

  1. Verifique a disponibilidade do programa no Detran do seu estado.
  2. Confira os requisitos específicos como faixa de renda e idade mínima de 18 anos.
  3. Procure por centros de formação de condutores que participem da iniciativa.

Passo a Passo Para Obter a CNH em 2024

A seguir, apresentamos o processo detalhado para a obtenção da CNH no contexto das novas regulamentações:

  1. Realize o exame médico e psicotécnico.
  2. Matricule-se em uma autoescola para o curso teórico-técnico.
  3. Complete o número exigido de horas em aulas práticas de condução.
  4. Agende e passe pela prova teórica e, posteriormente, pela prática no Detran.
  5. Solicite a emissão da sua CNH e efetue o pagamento das taxas necessárias.

As alterações no Código de Trânsito são reflexos das transformações nas dinâmicas urbanas e procuram oferecer um sistema mais ajustado às necessidades atuais, garantindo segurança e praticidade aos cidadãos. Esteja atento a essas mudanças para garantir conformidade com a lei e aproveitar as facilidades implementadas na obtenção e uso da CNH em 2024.

FONTE BM&C NEWS

Fim do RG e CNH marca nova era dos documentos brasileiros; veja como emiti-los

A legislação brasileira está passando por mudanças que alteram a emissão de documentos e está removendo alguns que fizeram parte do cotidiano por décadas. A alteração mais significativa consiste no fim do RG e CNH, credenciais, até então, fundamentais de identificação no Brasil.

Essas mudanças são resultado da Resolução nº 996/2023 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que flexibiliza a obrigatoriedade da CNH para certos tipos de motoristas. No entanto, é importante observar que essa flexibilização dos documentos brasileiros não se aplica a todos, sendo restrita a casos específicos.

FONTE FDR

Fiat 147: o belo hatch que teve a sua trajetória encerrada por causa de um fator

Fiat 147: encerramento de produção devido à concorrência do Fiat Uno, destacando o impacto do modelo compacto com design inovador e motor transversal na indústria automotiva brasileira dos anos 70.

O Fiat 147, um ícone automobilístico dos anos 70 no Brasil, teve sua trajetória encerrada devido à concorrência interna com o moderno Fiat Uno. Lançado inicialmente em 1976, o Fiat 147 foi o primeiro carro da montadora italiana produzido em sua fábrica em Betim, Minas Gerais. Inspirado no modelo 127 italiano, o modelo era notável por seu tamanho compacto, design inovador e um motor montado transversalmente que maximizava o espaço interno.

O Fiat 147 destacava-se pelo seu design com linhas retas e uma frente curta que incluía faróis retangulares e uma grade preta com frisos horizontais. A traseira do carro era igualmente marcante, com lanternas de desenho envolvente e uma tampa do porta-malas que se estendia até elas. O modelo não só aproveitava o espaço interno de forma eficiente, graças à posição transversal do motor, mas também oferecia versatilidade, com a opção de rebater o banco traseiro para expandir a capacidade de carga para até 953 litros.

Motor de 1.050 cc que entregava 55 cavalos de potência, o modelo 147 equilibrava performance e economia

Equipado com um motor de 1.050 cc que entregava 55 cavalos de potência, o Fiat 147 equilibrava performance e economia, alcançando velocidades de até 135 km/h e oferecendo consumo eficiente de combustível, com médias entre 12 km/l na cidade e 18 km/l na estrada. Ao longo dos anos, diversas versões enriqueceram o portfólio do 147, incluindo opções mais básicas e luxuosas, e até uma versão esportiva denominada Rally, além de uma picape e a perua Panorama.

Lançamento do Fiat Uno em 1984, caracterizado por seu design moderno e funcionalidades atualizadas, o 147 começou a perder espaço

Com o lançamento do Fiat Uno em 1984, caracterizado por seu design moderno e funcionalidades atualizadas, o Fiat 147 começou a perder espaço no mercado. O novo modelo oferecia uma alternativa mais atraente para os consumidores, levando a Fiat a simplificar as versões do 147 e, eventualmente, a descontinuar o modelo em 1986. O Uno não só substituiu o 147, mas também deu origem a novos derivados que substituíram outras variantes do 147, como a picape e os modelos furgões.

Fiat 147 é lembrado com carinho por sua inovação

O Fiat 147 é lembrado com carinho por sua inovação e contribuição para o mercado automobilístico brasileiro. Foi o primeiro veículo produzido pela Fiat no Brasil e introduziu muitos brasileiros aos benefícios do compacto urbano. Sua descontinuação marca não apenas o fim de sua produção, mas também a evolução da Fiat no desenvolvimento de novos modelos que continuam a influenciar o mercado até hoje.

 

FONTE CLICK PETRÓLEO E GÁS

Que fim levou? A promessa da Michelin com seu revolucionário pneu sem ar pressurizado permanece em teste, apesar de avanços e parcerias estratégicas

O pneu sem ar da Michelin promete revolucionar a indústria automotiva com durabilidade e eficiência, mas enfrenta desafios técnicos e de mercado que adiam sua chegada às ruas.

Em 2020, a Michelin causou alvoroço no mercado automobilístico ao anunciar um pneu sem ar, prometendo eliminar furos e reduzir manutenção. Esse pneu airless, ou não pneumático, substitui o ar por raios de borracha, visando melhorar a segurança e eficiência. Cerca de 20% dos pneus são descartados anualmente devido a furos ou desgaste, segundo estudos da própria Michelin, representando um enorme desperdício de recursos.

O pneu inovador, além de evitar furos, pode liberar espaço no porta-malas e diminuir o peso do veículo, trazendo economia e conveniência. Sua estrutura interna proporciona maior estabilidade lateral, um avanço sobre os pneus convencionais que tendem a deformar em curvas. Este desenvolvimento não é apenas uma inovação tecnológica mas também um passo em direção à sustentabilidade.

Pioneirismo da Michelin em pneu sem ar

A Michelin, pioneira na adoção de pneus pneumáticos em 1895, continua a liderar com o desenvolvimento do pneu airless. Outras empresas como Polaris, Hankook e Goodyear também exploram essa tecnologia, cada uma com abordagens distintas na estrutura interna dos pneus.

A implementação do pneu airless enfrenta desafios, incluindo a gestão de detritos que podem afetar a estabilidade e o desgaste. Embora ofereça vantagens como redução de acidentes e manutenção, questões como ruído, vibração e a gestão térmica em altas velocidades ainda requerem soluções.

Equipando veículos para testes práticos

Em janeiro de 2023, a Michelin iniciou uma parceria com a DHL em Singapura, equipando veículos para testes práticos. As forças armadas dos EUA e forças policiais europeias também mostraram interesse no pneu, indicando sua eficácia em condições extremas.

Embora a Michelin tenha planejado lançar o pneu airless em 2024, detalhes sobre a comercialização ainda são escassos. A empresa sugere que, por enquanto, o foco será em aplicações específicas onde a resistência a furos é primordial.

O pneu sem ar da Michelin representa um marco no design de pneus, mas sua trajetória ao mercado ainda é incerta. Com as expectativas altas e o progresso contínuo, o setor automobilístico aguarda ansiosamente a próxima evolução dessa tecnologia promissora.

A trajetória da Michelin

A trajetória da Michelin

A Michelin, fundada em 1889 por Édouard e André Michelin em Clermont-Ferrand, França, começou como uma modesta fábrica de pneus de borracha. Com o passar dos anos, evoluiu para um gigante na indústria de pneus, conhecida globalmente não apenas por seus produtos inovadores, mas também pelo icônico Boneco Michelin, símbolo da marca.

A fabricação dos pneus Michelin é um esforço global, com fábricas espalhadas por várias regiões, incluindo França, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, Brasil e China. Essa expansão permite à Michelin atender à crescente demanda internacional, mantendo um alto padrão de qualidade em sua produção, refletindo seu compromisso com a excelência e inovação.

Liderança em durabilidade, o pneu mais durável do mercado

Quando se trata de durabilidade, a Michelin frequentemente lidera o mercado. Modelos como o Michelin Defender ganham destaque por ser o pneu mais durável, caracterizando-se entre os pneus mais duráveis disponíveis hoje. Essa reputação de durabilidade não apenas reafirma a posição da Michelin como líder de mercado, mas também reflete seu compromisso em oferecer produtos de alta qualidade que atendem às necessidades dos consumidores em termos de segurança e desempenho a longo prazo.

Combinando sua rica história de pioneirismo com um foco contínuo em inovação e qualidade, a Michelin continua a definir padrões na indústria de pneus, prometendo avançar ainda mais com o desenvolvimento do pneu sem ar. Enquanto a Michelin avança em direção ao futuro, seu legado de inovação e qualidade permanece como uma força propulsora em seu caminho para a excelência.

 

FONTE CLICK PETRÓLEO E GÁS

Será o fim das longas horas de trabalho? Entenda a proposta que está dando o que falar

Descubra os detalhes do projeto de lei que pode transformar a rotina de trabalho no Brasil, propondo uma jornada de quatro dias.

A perspectiva de trabalhar apenas quatro dias por semana, sem redução salarial, está mais próxima de se tornar realidade para os trabalhadores brasileiros.

Em meio ao cenário profissional desafiador e à crescente demanda por qualidade de vida, um projeto de lei no Senado, aprovado em dezembro de 2023, reacendeu as discussões sobre a redução da jornada de trabalho no país.

O caminho para a mudança

A ideia de uma semana de trabalho mais curta tem ganhado destaque em todo o mundo, com diversos países já implementando legislações e projetos-piloto para explorar os benefícios dessa abordagem.

No Brasil, o projeto de lei (PL 1.105/2023), aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), propõe a inclusão na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) da possibilidade de redução da jornada semanal, sem diminuição salarial, mediante acordo coletivo.

Apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA) e apoiado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o projeto visa fortalecer a relação entre empregados e empregadores. Weverton destaca a importância da medida para o país, enfatizando que ela proporciona segurança jurídica e pode atrair investidores interessados em ambientes de trabalho mais equilibrados.

Detalhes do projeto e suas implicações

Atualmente, a CLT estabelece uma jornada de tempo parcial de 30 horas semanais, enquanto a Constituição prevê um limite de 44 horas semanais. O projeto busca preencher essa lacuna, permitindo a negociação para a redução da jornada para até 30 horas semanais, sem afetar o salário, por meio de acordo entre empregador, sindicato e empregado.

Paralelamente, o senador Paulo Paim apresentou a PEC 148/2015, propondo alterações constitucionais para estabelecer uma jornada normal de trabalho de até 8 horas diárias e 36 horas semanais.

Essa matéria aguarda a designação de um relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), mostrando que o debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil está longe de chegar a um consenso.

Perspectiva internacional e saúde dos trabalhadores

Enquanto o Brasil discute essa mudança, outros países já avançam no debate sobre jornadas de trabalho reduzidas. O Reino Unido, Espanha, França, Portugal e Japão estão entre aqueles que exploram essa abordagem.

No Reino Unido, um estudo revelou que 92% das empresas decidiram manter a jornada reduzida após oferecerem um dia adicional de folga por semana.

Na América Latina, o Congresso do Chile aprovou uma lei em 2023 reduzindo a semana de trabalho de 45 para 40 horas. No Brasil, organizações como a The 4-Day Week Global e a Reconnect Happiness at Work estão em negociações para testar um projeto-piloto com uma semana de trabalho de quatro dias.

Além dos aspectos econômicos, a discussão sobre a redução da jornada de trabalho também abrange a saúde mental e física dos trabalhadores.

Um relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) destaca que longas jornadas de trabalho resultaram em um aumento significativo de mortes por acidente vascular cerebral e doenças cardíacas.

O projeto de lei 1.105/2023, aprovado na CAS do Senado, marca um passo significativo rumo à modernização da legislação trabalhista no Brasil. A busca por uma semana de trabalho mais curta reflete a compreensão crescente da importância do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

No entanto, o caminho para a implementação efetiva envolve a participação ativa do Legislativo, do Executivo, dos empregados e dos empregadores. A modernização é vital, mas deve ser cuidadosamente equilibrada para considerar o impacto nas micro e pequenas empresas, garantindo um avanço que beneficie a todos.

FONTE CAPITALIST

FIM do saque-aniversário: veja como voltar a ANTIGA modalidade do FGTS sem se prejudicar

Na última terça-feira, 27, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, confirmou a intenção do governo Lula de propor ao Congresso Nacional o fim do saque-aniversário do FGTS

Até que o fim do saque-aniversário seja aprovado, essa modalidade do FGTS permanece em vigor, com o governo ainda decidindo se será apresentada como projeto de lei (PL) ou medida provisória (MP).

fim do saque-aniversário do FGTS, proposto pelo governo Lula, pode seguir dois caminhos: como projeto de lei, sujeito à aprovação parlamentar, ou como medida provisória, com vigência imediata. 

Se tramitar como projeto de lei, dependerá da aprovação do Congresso Nacional e sanção presidencial. Em caso de MP, a medida terá efeito assim que for editada. Indagado sobre uma possível transição e data para a mudança, o ministro Marinho afirmou que o resultado depende das tratativas sob o comando do Planalto.

Como se prevenir do fim do saque-aniversário?

fim do saque-aniversário do FGTS proposta pelo governo Lula exige uma transição simples. Para realizar o cancelamento, acesse o aplicativo FGTS e, em seguida, clique em “Saque-Aniversário”

Opte pela opção “Modalidade saque-rescisão” e confirme a mudança, ciente de que o saque-rescisão será efetivado somente após 25 meses. Conclua o processo clicando em “Sim”. Confira o passo a passo a seguir:

  1. Faça login no aplicativo FGTS e clique na opção “Saque-Aniversário” para começar o processo de cancelamento;
  2. Após abrir a tela da opção de Saque-Aniversário, clique em “Modalidade saque-rescisão”;
  3. O aplicativo vai solicitar a confirmação da mudança de modalidade, informando que o saque-rescisão só vai entrar em vigor após 25 meses, para confirmar clique na opção “Sim” na caixa;
  4. Pronto! Você conseguiu cancelar o Saque-Aniversário do FGTS. Você pode acompanhar o histórico pelo próprio aplicativo.

Calendário do saque-aniversário do FGTS em 2024

Abaixo, confira o calendário do saque-aniversário do FGTS 2024:

  • Janeiro: de 02 de janeiro a 29 de março de 2024;
  • Fevereiro: de 01 de fevereiro a 30 de abril de 2024;
  • Março: de 01 de março a 31 de maio de 2024;
  • Abril: de 01 de abril a 28 de junho de 2024;
  • Maio: 01 de maio a 31 de julho de 2024;
  • Junho: de 03 de junho a 30 de agosto de 2024;
  • Julho: de 01 de julho a 30 de setembro de 2024;
  • Agosto: de 01 de agosto a 31 de outubro de 2024;
  • Setembro: de 02 setembro a 29 de novembro de 2024;
  • Outubro: de 01 de outubro a 31 de dezembro de 2024;
  • Novembro: de 01 de novembro de 2023 a 31 de janeiro de 2025;
  • Dezembro: de 02 de dezembro de 2023 a 28 de fevereiro de 2025.

Principais mudanças no saque-aniversário pelo FGTS em 2024

Um Projeto de Lei (PL) dispondo sobre essa mudança deve ser enviado ao Congresso Nacional para ser apreciado pelos parlamentares o quanto antes. A expectativa é para que o Executivo Federal agilize o processo e conclua o envio nos próximos dias. 

Atualmente, o trabalhador adepto ao saque-aniversário do FGTS é autorizado a sacar apenas a multa rescisória de 40% em caso de demissão sem justa causa. A liberação do saldo integral seria capaz de injetar cerca de R$ 14 bilhões na economia do país, segundo estimativa do Ministério do Trabalho e Emprego

Primeiramente, a proposta precisa ser analisada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, somente então, enviada ao Congresso NacionalLuiz Marinho, sempre se posicionou contra o saque-aniversário do FGTS, considerando a modalidade uma “sacanagem” com o trabalhador. 

No entanto, considerando que o fim do saque-aniversário do FGTS poderia enfrentar resistências no Congresso NacionalLuiz Marinho manifestou a intenção de revisar a medida. 

Modalidades de saques do FGTS 

Fundo de Garantia conta com cerca de 14 modalidades de saque, que vão desde o resgate por rescisão, ao saque-aniversário, aposentadoria, calamidade, etc. Veja:

  1. Demissão sem justa causa, pelo empregador;
  2. Término do contrato por prazo determinado;
  3. Rescisão por falência, falecimento do empregador individual, empregador doméstico ou nulidade do contrato;
  4. Rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior;
  5. Aposentadoria;
  6. Necessidade pessoal, urgente e grave, decorrente de desastre natural causado por chuvas ou inundações que tenham atingido a área de residência do trabalhador, quando a situação de emergência ou o estado de calamidade pública for assim reconhecido, por meio de portaria do governo federal;
  7. Suspensão do Trabalho Avulso;
  8. Falecimento do trabalhador;
  9. Quando o titular da conta vinculada tiver idade igual ou superior a 70 anos;
  10. Quando o trabalhador ou seu dependente for portador do vírus HIV;
  11. Quando o trabalhador ou seu dependente estiver com câncer;
  12. Quando o trabalhador ou seu dependente estiver em estágio terminal, em razão de doença grave;
  13. Permanência do trabalhador titular da conta vinculada por três anos ininterruptos fora do regime do FGTS, com afastamento a partir de 14/07/1990;
  14. Aquisição de casa própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional.

FONTE FDR

Fabricantes de repelente temem fim da matéria-prima no auge da dengue no Brasil

De acordo com dados da Linx, empresa especializada em softwares para o varejo, a venda de repelentes aumentou 26,4% nas farmácias nos primeiros dois meses do ano (até o último dia 23)

O Brasil registrou quase 1 milhão de casos suspeitos de dengue no país desde o início do ano, com 195 óbitos e outros 672 em investigação, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde. Com número insuficiente de vacinas contra a epidemia, tanto na rede pública quanto na privada, a população tem recorrido em peso aos repelentes para se manter a salvo da doença.

De acordo com dados da Linx, empresa especializada em softwares para o varejo, a venda de repelentes aumentou 26,4% nas farmácias nos primeiros dois meses do ano (até o último dia 23), em comparação ao mesmo período de 2023, em volume. Em faturamento, alta foi de 45,5% no intervalo, com uma variação média de 15% nos preços.

Mas os maiores fabricantes não estavam preparados para um aumento acima do previsto e temem que falte produto no ponto de venda: isso porque a matéria-prima é importada e sua chegada ao país pode demorar entre 30 e 150 dias.

Existem três princípios ativos usados nos repelentes, todos vindos do exterior: icaridina, um ativo de origem natural e de maior eficácia, que proporciona até 10 horas de proteção; deet (dietiltoluamida), o ativo mais antigo, de origem química e inflamável; e o IR 3535, ativo da multinacional Merck.

A reportagem esteve em farmácias da zona oeste de São Paulo e não encontrou algumas marcas à base de icaridina. Em uma das lojas, havia até reserva do produto.

“O icaridina é o mais procurado, porque não só garante mais tempo de proteção, como também pode ser usado por grávidas e crianças menores de 12 anos”, diz o engenheiro químico Norberto Luiz Afonso, presidente da Henlau Química, de Garça, no interior paulista. Com faturamento na casa dos R$ 50 milhões, a Henlau fabrica as marcas próprias das redes Drogaria São Paulo (Ever Care) e Raia Drogasil (Needs), além da sua própria marca, Sanlau -todos à base de icaridina.

“O problema é que a importação da icaridina pode demorar 60 dias, de navio. Eu estou pagando 30% a mais para que a matéria-prima venha de avião, da Alemanha ou da China. Ainda assim, o desembaraço na alfândega é demorado, o produto não chega antes de 30 dias na fábrica”, diz Norberto, que viu as vendas aumentarem 300% este ano, quando o repelente tomou o lugar do protetor solar e se tornou o produto mais vendido da Henlau.

A fábrica aumentou a produção de um para dois turnos. Ainda assim, a Henlau sofre com a falta de embalagens e só conseguiu encomendar matéria-prima para produzir até abril. “Só tenho previsão de produzir mais 230 mil unidades”, afirma Afonso, lembrando que entre o fim de março e o começo de abril deve ser o pico da dengue, por conta do fenômeno El Niño.

Na multinacional americana SC Johnson, líder de mercado com as marcas Off! e Exposis, a produção na fábrica em Manaus passou de um para três turnos em janeiro e o volume aumentou 150%. “Temos produzido ambas as marcas de forma ininterrupta”, informou a empresa por meio da sua assessoria de imprensa. A linha Off! usa ativos deet ou icaridina, enquanto que na Exposis o ativo é icaridina.

A fabricante destaca que não é preciso aplicar muito produto, uma vez que o excesso não aumenta a proteção. Mas recomenda usar o repelente tanto na pele exposta quanto nas roupas (versão em spray), para prevenir picadas.

A Cimed, fabricante do brilho labial Carmed, também viu a procura pela linha de repelentes Xô Insetos disparar. As linhas de produção da fábrica mineira de Pouso Alegre passaram de dois para três turnos. Foram 1 milhão de unidades produzidas em janeiro, 1,3 milhão em fevereiro e devem sair 1,5 milhão em março.

“A demanda é muito maior do que nós conseguimos suprir”, diz o diretor comercial da Cimed, Adibe Marques. “O princípio ativo do nosso produto é o deet, inflamável, só consigo trazê-lo dos Estados Unidos de navio, em uma viagem que pode demorar de 90 até 150 dias, com os trâmites alfandegários”, afirma. Segundo Marques, as compras do ativo só vão garantir produto até o fim de março.

A multinacional britânica Reckitt não revela qual foi o aumento da produção ou o número de turnos com que a fábrica opera. A divisão Reckitt Hygiene Comercial produz os repelentes das marcas SBP (à base de icaridina) e Repelex (deet) em São Paulo. Segundo a líder de marketing da categoria de pesticidas, Ana Beatriz Guerra, a produção registrou alta de dois dígitos.

“No ano passado, a empresa já havia identificado que haveria uma alta na demanda por conta do fenômeno El Niño, que provoca aumento das temperaturas e mais chuvas, o que facilita a proliferação do mosquito”, afirma. “Ainda assim, está acontecendo um aumento de casos fora da curva.”

A Reckitt promove a ação “Juntos contra o Mosquito” em três comunidades de São Paulo (Heliópolis, Paraisópolis e Parque Santo Antônio) e uma no Rio (Rocinha), procurando conscientizar a população sobre as maneiras de prevenção contra a dengue, além de distribuir repelentes e pesticidas.

Já a Viveo, fabricante de materiais e medicamentos para a área da saúde, dona da marca Cremer, pretende aumentar a produção da sua linha de lenços umedecidos Feel Clean com repelente à base de IR 3535 (indicado para crianças a partir dos seis meses). “É um produto testado dermatologicamente, possui aloe vera e oferece proteção por até quatro horas, podendo ser reaplicado até três vezes ao dia”, diz o diretor de marketing da Viveo, Leonardo Celeri.

Com fábrica em Blumenau (SC), a empresa é uma das maiores fabricantes de lenços umedecidos do país, com cerca de 70% da produção voltada a grandes marcas como Johnson & Johnson e Huggies. “Hoje nossa distribuição ainda está muito concentrada na região Sul, mas vamos relançar os lenços Feel Clean com diversas especialidades, entre elas a função de repelente, em diferentes regiões do país”, afirma. O pacote com 16 lenços (tamanho 19 x 16 cm) tem preço sugerido de R$ 12,90.

Neste mês, o Procon-SP divulgou uma pesquisa que apontou reajustes de 15,78%, em média, nos preços dos repelentes entre dezembro e fevereiro, com diferenças que chegam a 84,19% para um mesmo produto. No período, a inflação medida pelo IPC-SP teve variação de 0,84%.

“Os fabricantes não estavam preparados para uma demanda dessa ordem e tiveram custos extras com transporte e contratação de pessoal, o que justifica parte do aumento de preços”, diz Luís Fischpan, diretor do canal farmácia na Linx. “Já os varejistas não têm muita justificativa para repassar uma alta que vá além do repasse da indústria.”

De acordo com a Linx, os preços variaram em média 15%. “Mas considerando os extremos, houve variação no ponto de venda de 1% até 120% no início deste ano, em relação ao começo de 2023”.

Segundo Fischpan, a alta na demanda de repelentes é um movimento semelhante ao que ocorreu com o álcool em gel, no início da pandemia de Covid-19. “Esgotou nas farmácias em pouco tempo e toda a produção teve que ser revista. Mas a diferença é que não havia necessidade de importação de ativos.”

COMO USAR REPELENTE PARA SE PROTEGER DA DENGUE

  • Recomendações da SC Johnson, fabricante das marcas Exposis e Off!Todo repelente tem instruções de aplicação específicas
  • Consulte sempre as instruções rótulo do produtoNão aplique repelentes em ambientes fechados, nem em excesso
  • Aplicação exagerada não proporciona maior proteção ou mais duraçãoRepelentes devem ser usados sobre a pele exposta e as roupas
  • Não se recomenda aplicar por baixo das roupasSe você está com dengue, precisa usar o repelente
  • Ao ser picado nesse período, você pode transmitir a doença para o mosquito e torná-lo um vetorEm caso de uso de filtro solar, aplique primeiro o filtro
  • Na sequência, o repelenteEvite o contato com os olhos, lábios e orelhas
  • Não use sobre cortes, feridas ou pele irritada; em contato com os olhos, lave-os com águaAo usar no rosto e pescoço, aplique primeiro nas mãos antes de passar na pele
  • A mesma instrução serve para o uso em criançasReaplique após o banho ou transpiração excessiva
  • Caso contrário, o produto pode perder a eficácia

FONTE NOTÍCIAS AO MINUTO

Transferências por DOC e TEC são encerradas definitivamente nesta quinta-feira

Febraban afirma que a decisão pela exclusão do modelo de pagamento tem relação com a preferência dos clientes pelo PIX.

O sistema de transferências via DOC (Documento de Ordem de Crédito), um dos mais tradicionais meios de pagamentos bancários por décadas, foi encerrado definitivamente nesta quinta-feira (29), pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Os bancos puderam oferecer a modalidade até o último dia 15 de janeiro, com a possibilidade de agendamento das transferências até esta quinta, dia 29.

Além do DOC, as instituições também deixaram de oferecer a Transferência Especial de Crédito (TEC), que são operações realizadas exclusivamente por empresas para o pagamento de benefícios a funcionários.

O valor máximo que era permitido para qualquer transação via DOC ou TEC é de R$ 4.999,99. Não foram anunciadas mudanças nas operações de TED (Transferência Eletrônica Direta).

No DOC, as operações eram efetivadas um dia após o recebimento da ordem de transferência pelo banco. Já na TEC, a transferência era efetuada, no máximo, até o final do dia em que foi dada a ordem.

Utilização de meios de pagamento

Segundo a Febraban, as operações via DOC, sistema criado em 1985 pelo Banco Central do Brasil, vinham sendo cada vez menos utilizadas nos últimos anos, principalmente depois do lançamento do PIX, em novembro de 2020.

“Tanto a TEC quando o DOC deixaram de ser a primeira opção dos clientes e sua utilização vem caindo continuamente nos últimos anos. Os clientes têm dado preferência ao PIX, por ser gratuito, instantâneo e também pelo valor que pode ser transacionado”, diz Walter Faria, diretor adjunto de Serviços da Febraban.

Um levantamento da instituição mostra que o DOC não ficou nem entre os cinco principais meios de pagamento usados em 2023. A preferência foi pelo PIX, seguido do cartão de crédito e do cartão de débito.

Veja o ranking de modelos mais utilizados:

  1. PIX
  2. Cartão de crédito
  3. Cartão de débito
  4. Boleto
  5. TED (Transferência Eletrônica Direta)
  6. Cheque
  7. DOC (Documento de Ordem de Crédito)

FONTE G1

Fim decretado? Americanas fecha lojas e demite mais de 10 mil funcionários

A Americanas divulgou dados após o primeiro ano de recuperação judicial enfrentado pela empresa.

Um ano após o início de sua crise financeira, a Americanas fechou 132 lojas e demitiu 10.435 funcionários. As informações foram divulgadas por meio dos relatórios dos administradores judiciais da empresa, o escritório de advocacia Zveiter e a empresa Preserva Ação. Dessa forma, o número de trabalhadores sob regime CLT na empresa baixou de 43.123 colaboradores, em janeiro de 2023, para 32.248 em janeiro de 2024.

No entanto, o balanço divulgado no dia 18 de fevereiro mostrou que a Americanas contratou novos colaboradores. Assim, o quadro subiu de 32.248 para 32.688, diminuindo o número de demissões para 10.435. Em relação às lojas, o total passou de 1.880 para 1.754 entre janeiro de 2023 e 2024. O número representa uma queda de 7% na quantidade total de lojas.

Em janeiro de 2023, a Americanas divulgou o início da grande crise financeira. A empresa encontrou distorções em suas contas, assumidas posteriormente como fraudes. O prejuízo total ficou avaliado em R$ 25,2 bilhões. Para evitar o encerramento das atividades, a Americanas entrou com um processo de recuperação judicial ainda em janeiro de 2023, com uma dívida estimada em R$ 42,5 bilhões.

Desenvolvimento financeiro em 2023

Os relatórios divulgados acompanham o balanço parcial da Americanas em 2023. Segundo a empresa, 99 lojas foram fechadas entre janeiro e setembro de 2023, ocorrendo de forma mais concentrada no Sudeste. Contudo, o fechamento das unidades ocorreu em todo o país. “Um ponto a ser destacado é que aproximadamente 70% das lojas fechadas estavam localizadas em cidades nas quais o grupo possuía mais de uma unidade”, afirma o boletim divulgado.

A Americanas anunciou também uma queda de 2,9% nas vendas nos primeiros nove meses do ano. Contudo, as vendas foram melhorando com o passar do ano, chegando ao crescimento de 3,6% no terceiro trimestre de 2023. “Esse resultado se deve em parte ao trabalho de otimização do nosso parque de lojas, com o encerramento de 99 unidades que não apresentavam rentabilidade adequada e redução de aproximadamente 49 mil metros quadrados de área”, justificou a análise.

Por fim, a empresa afirmou ainda que as vendas cresceram em alguns setores das lojas, como a bomboniere. Essa foi a seção com maior avanço em comparação às demais das lojas Americanas. Assim, mesmo com a redução da oferta das empresas na Páscoa de 2023, as vendas realizadas durante este período se manteve em alinhamento com os resultados de 2022.

FONTE EDITAL CONCURSOS BRASIL

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