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Novo programa do governo pode liberar até R$ 90 mil para MEIs comprarem o primeiro carro com juros reduzidos e carência ampliada pela Caixa Econômica

Projeto em análise na Câmara promete facilitar financiamento de veículos para microempreendedores, motoristas de aplicativo e trabalhadores autônomos sem exigir comprovação tradicional de renda

Uma nova proposta em tramitação na Câmara dos Deputados pode transformar a realidade de milhares de brasileiros que trabalham como microempreendedores individuais (MEIs), motoristas de aplicativo e autônomos. O Projeto de Lei 592/26 prevê a criação do Programa Nacional Meu Primeiro Carro, iniciativa que poderá liberar financiamentos de até R$ 90 mil para compra do primeiro veículo com condições especiais de pagamento.A informação foi divulgada por diversos portais nacionais especializados em economia e mobilidade, destacando que o programa pretende ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores que dependem do automóvel como principal ferramenta de geração de renda.

Além disso, a proposta estabelece juros reduzidos, prazos mais longos e até mesmo período de carência para facilitar a aquisição do veículo próprio por profissionais que atualmente dependem de carros alugados ou enfrentam dificuldades para conseguir financiamento tradicional.

Programa Meu Primeiro Carro mira MEIs e motoristas de aplicativo

O novo programa foi apresentado pelo deputado Marcos Pollon e integra o Projeto de Lei 592/26. A proposta busca atender especialmente:

  • Microempreendedores Individuais (MEIs);
  • Trabalhadores autônomos;
  • Motoristas de aplicativo;
  • Profissionais de transporte individual remunerado.

Segundo o texto do projeto, o financiamento poderá cobrir veículos de até R$ 90 mil, permitindo que milhares de trabalhadores adquiram um carro novo para exercer suas atividades profissionais.Além disso, o programa prevê condições diferenciadas consideradas mais acessíveis que os financiamentos tradicionais do mercado.

Entre os principais pontos apresentados estão:

  • Taxas de juros reduzidas;
  • Parcelamento em até 72 meses;
  • Carência de até 6 meses para início dos pagamentos.

O objetivo principal é reduzir a dependência de veículos alugados, realidade enfrentada atualmente por grande parte dos motoristas de aplicativo no Brasil.

Hoje, muitos profissionais comprometem parcela significativa da renda mensal com contratos de locação, manutenção e taxas operacionais. Com o novo programa, o governo pretende transformar esse gasto em investimento no próprio patrimônio do trabalhador.

Caixa Econômica ficará responsável pela operação do crédito

De acordo com o projeto, a Caixa Econômica Federal será responsável pela gestão do programa de financiamento automotivo. A instituição também administrará o fundo garantidor criado especificamente para reduzir riscos da operação.Além disso, o banco ficará encarregado do seguro vinculado aos contratos e do acompanhamento financeiro dos veículos financiados.

Outro ponto importante envolve a alienação fiduciária do automóvel. Segundo a proposta, o carro permanecerá vinculado à instituição financeira até a quitação completa do contrato.O texto também estabelece uma restrição importante: o veículo não poderá ser vendido ou transferido nos primeiros 36 meses, salvo em caso de quitação antecipada do financiamento.Essa medida busca evitar revendas imediatas e garantir que o programa realmente cumpra sua função social de geração de renda para trabalhadores autônomos.

Financiamento poderá ocorrer sem comprovação tradicional de renda

Uma das partes que mais chamaram atenção no projeto envolve justamente a flexibilização da comprovação de renda.Isso porque muitos trabalhadores informais ou motoristas de aplicativo enfrentam dificuldades para comprovar ganhos mensais de maneira convencional, o que acaba dificultando acesso ao crédito bancário.Segundo o texto apresentado, o programa pretende facilitar o acesso ao financiamento mesmo para profissionais sem vínculo empregatício formal.

Além disso, a proposta reconhece a importância econômica dos trabalhadores de aplicativo e dos microempreendedores individuais dentro da economia brasileira atual.Caso seja aprovado, o programa poderá beneficiar milhares de brasileiros que hoje dependem exclusivamente de veículos alugados para trabalhar.

Projeto ainda depende de aprovação no Congresso Nacional

Apesar da grande repercussão, o Programa Nacional Meu Primeiro Carro ainda não entrou em vigor. O Projeto de Lei 592/26 segue em análise na Câmara dos Deputados e ainda precisa passar por diferentes etapas legislativas.Atualmente, o texto tramita em caráter conclusivo e depende da aprovação das seguintes comissões:

  • Comissão de Viação e Transportes;
  • Comissão de Finanças e Tributação;
  • Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Se aprovado nessas etapas, o projeto seguirá diretamente para análise no Senado Federal, sem necessidade de votação no plenário da Câmara.lém disso, somente após aprovação completa e sanção presidencial o programa poderá começar oficialmente. Enquanto isso, especialistas apontam que a proposta pode gerar impactos importantes tanto na economia quanto no setor automotivo brasileiro, principalmente entre veículos populares voltados ao trabalho urbano.A informação foi divulgada por portais nacionais com base no Projeto de Lei 592/26, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

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