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De advogados a professores: confira a lista de profissões civis que podem ter porte de arma autorizado pelo Congresso Nacional

Projetos em tramitação no Congresso incluem professores, advogados, fiscais ambientais e outras categorias civis entre os grupos que podem ganhar autorização para porte de arma no Brasil.

O porte de arma no Brasil pode deixar de ter uso exclusivamente militar ou voltado a áreas da segurança pública para adentrar em profissões civis, comuns e, em alguns, até mesmo inusitadas.

O Congresso Nacional acumula uma série de projetos que ampliam o debate sobre porte de arma para além das forças de segurança tradicionais. Propostas em tramitação incluem desde advogados e professores até servidores do Procon, agentes ambientais e profissionais de cartório, o que reacende as discussões sobre atividade de risco, autodefesa profissional e os limites da ampliação do acesso armado para categorias civis no Brasil. Os projetos de lei, em tramitação nas comissões, ainda aguardam aprovação, mesmo assim já chamam a atenção. Confira a seguir as profissões que podem ter o acesso liberado.

Profissões civis que podem ter o porte de arma autorizado

Agentes de trânsito Uma das movimentações processuais mais recentes veio do Senado. A Comissão de Segurança Pública aprovou uma proposta que autoriza o porte de arma para parte dos agentes de trânsito, ampliando as atribuições desses profissionais em situações de risco. O texto ainda precisa passar por outras etapas antes de entrar em vigor.

Fiscalização ambiental Outro grupo que passou a ser incluído nas discussões são os agentes de fiscalização ambiental. A proposta prevê a liberação do porte para profissionais que atuam em campo, especialmente em regiões como Amazônia e Pantanal, onde operações podem envolver enfrentamento a crimes ambientais e redes organizadas. O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça.

Servidores do Procon Os servidores de órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, também aparecem entre as categorias incluídas em projetos recentes. A justificativa apresentada é que esses profissionais, em algumas situações, realizam fiscalizações em ambientes considerados hostis, lidando com empresas irregulares e possíveis conflitos durante as ações.

Agentes socioeducativos Os agentes socioeducativos já foram incluídos em debates sobre o porte de arma em outros momentos no Congresso. A justificativa gira em torno da atuação direta com jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, muitas vezes em ambientes considerados de risco. As propostas levantam questionamentos sobre a necessidade de ampliar os mecanismos de proteção desses profissionais no exercício da função.

Professores Outra categoria que entrou na pauta foram os professores de escolas públicas e privadas. O projeto que trata do tema chamou atenção por envolver o ambiente escolar, ampliando o debate para além da segurança pública e levantando discussões sobre os limites e impactos dessa possível autorização.

Profissionais de Cartório Alguns projetos miram profissões que costumam ficar fora do debate público, mas que, segundo os autores das propostas, enfrentam situações de vulnerabilidade em campo, como é o caso dos profissionais de cartório. A inclusão desses grupos reforça a tendência de ampliação do debate para além das categorias tradicionalmente associadas à segurança.

Advogados Entre as propostas mais abrangentes está a que prevê o porte de arma para advogados em todo o território nacional. A justificativa considera que determinados profissionais da área jurídica podem estar expostos a ameaças em função da atuação, especialmente em casos sensíveis.

Servidores de órgãos ambientais e indigenistas Em outra frente, propostas envolvendo servidores de órgãos como Ibama, ICMBio e Funai já tiveram avanços significativos no Congresso. O argumento central é a atuação desses profissionais em áreas remotas e, muitas vezes, sob pressão de atividades ilegais, como crimes ambientais e conflitos territoriais.

Médicos Veterinários A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 5.976/2025, que autoriza o porte de arma de fogo a médicos veterinários regularmente registrados no Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). A medida, se sancionada, incluirá a categoria entre as profissões com direito ao porte funcional previstas no artigo 6º do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), com concessão a cargo da Polícia Federal. O texto é de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS) e recebeu parecer favorável do relator Junio Amaral (PL-MG), ambos do mesmo partido.

O que falta para virar regra Apesar do avanço nas comissões, nenhum dos projetos está em vigor até o momento. Para que as mudanças passem a valer, os textos ainda precisam ser aprovados na Câmara dos Deputados e no Senado, além de sanção presidencial.

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