Desde a tragédia, Lindamar, que trabalha como porteira na Gerdau, mas asfastada por questões psicológicas, relatou um silêncio absoluto por parte da empresa onde o marido atuava. Segundo ela, não houve qualquer tipo de amparo da marmoraria, e os recursos financeiros que deveriam sustentar a família seguem retidos sem previsão de liberação. “Não tive acesso a nenhum pagamento dele, não tive acesso a acerto de dias trabalhado, não tive nada”, desabafa.
A depressão
O drama de Lindamar é agravado pela condição de saúde de seus dois filhos, de 6 e 9 anos, ambos diagnosticados com TDAH, sendo que o filho mais velho realiza tratamento para autismo. A manutenção desses tratamentos, que dependem de medicação controlada, tornou-se um desafio financeiro insuperável. Para a mãe, o luto deu lugar a um quadro severo de depressão e ansiedade. “Estou sendo cuidada pela minha mãe e irmãos. Perdi 10 quilos em sete dias”, relata, mencionando que a necessidade de afastamento do trabalho para cuidar da saúde mental encerrou temporariamente sua única fonte de renda.
Apelo à comunidade
Em um desabafo emocionado, Lindamar reafirma que não esperava, aos 29 anos, encontrar-se viúva e em situação de dependência absoluta de terceiros. A mobilização de amigos, que criaram uma campanha de arrecadação, é hoje o que separa sua família da desassistência total.
Como ajudar:
- Doações financeiras: A chave Pix 31989148458 está disponível para quem puder contribuir com qualquer valor para a compra de medicamentos e sustento básico.
- Doação de alimentos: Mantimentos estão sendo recolhidos por conhecidos da família e entregues diretamente na casa de Lindamar.
A campanha segue aberta, enquanto Lindamar busca forças no tratamento psiquiátrico para tentar retomar, futuramente, a rotina com os filhos. A solidariedade da população de Lafaiete é, neste momento, o único suporte concreto para essa mãe que, apesar da dor, luta pelo bem-estar de suas crianças.



