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Em gesto emocionante, estudantes cercam Estação Buarque de Macedo durante festejos de restauro

Reinauguração une memória, comunidade e música; presidenta da Câmara cobra revitalização da praça e plataforma

O apito não soou, mas o coração ferroviário bateu mais forte. A Estação Buarque de Macedo, no Ramal Centro sob concessão da MRS, foi reinaugurada e, com ela, acendeu-se de novo o fogo da esperança do trem de passageiro na região de Conselheiro Lafaiete. Foi mais que obra. Foi reencontro. Nos discursos dos representantes locais e das autoridades, a memória ferroviária esteve viva em cada palavra. Lembrou-se dos dias em que a estação era porta de chegada e despedida, dos trilhos que carregaram sonho, minério e saudade. O passado subiu na plataforma e apertou a mão do presente.

Moradora de Buarque e presidenta da Câmara Municipal, a vereadora Cida emocionou ao falar. Defendeu que a Estação, além de espaço cultural da memória ferroviária e biblioteca pública, precisa de futuro: “A estação renasceu, mas a plataforma ainda pede socorro. Precisamos de um projeto urgente para reformar a plataforma e revitalizar a praça que abraça essa estação centenária. Memória se preserva com obra, não só com discurso”, cobrou.

Pronunciamento da Vereadora Cida Toledo destacou-se pela emoção e a importância da obra na preservação da memória ferroviária de Buarque de Macedo. E o futuro veio de uniforme escolar. Os estudantes da Escola Estadual Dr. Antônio Nogueira de Rezende do distrito Buarque abraçaram a estação simbolicamente, como quem enlaça um avô que volta pra casa. Cercaram as paredes centenárias com braços jovens, mostrando que patrimônio só morre quando a gente esquece. Ali, eles prometeram: a estação não vai ficar sozinha de novo.O evento terminou em poesia sonora. O quarteto Choro Uai, de Santos Dumont, fechou a programação com chave de ouro. O chorinho subiu pelos trilhos, fez seresta na praça e lembrou que trem e música têm o mesmo compasso: os dois embalam a alma mineira.

Presença forte marcou o reencontro. Estiveram representantes da Gerdau, MRS, Ong AMA, Associação Comunitária, Poder Público Municipal e Câmara Municipal. Estação cheia é sinal de que o trem da união passou. E já tem proposta nos trilhos. João Vicente, membro do Movimento pela Volta do Trem de Passageiros em Minas, aproveitou a oportunidade e conversou com as autoridades municipais sobre o projeto do trem não regular para o Jubileu de Congonhas, intitulado “Trem da Fé”. A ideia é clara: que a romaria encontre o trem, que a fé volte a viajar sobre trilhos, que Buarque de Macedo seja de novo ponto de embarque pra esperança.estação foi reinaugurada. Mas o que voltou mesmo foi o sonho. E sonho, quando tem trilho, vira destino.

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