Medida ocorre para diminuir assoreamento provocado pelo rompimento da barragem em Brumadinho
O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) de Minas Gerais recebeu, na última semana, pedido de licença ambiental por parte da Vale para intervenções no rio Paraopeba na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A solicitação foi feita pelo CNPJ que atua na mina Córrego do Feijão, que rompeu em janeiro de 2019 e provocou a morte de 272 pessoas.
Segundo a diretoria de Gestão Regional, a Vale pediu licença ambiental concomitante, que prevê Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação (LP+LI+LO). A ideia da empresa é ampliar a dragagem do rio no trecho entre os kms 39 e 46. Devido ao rompimento da barragem, rejeitos chegaram até o rio Paraopeba e provocaram o assoreamento em alguns pontos.
Segundo o Copam, a dragagem será para o desassoreamento de corpos d’água e estação de tratamento de água para abastecimento nas cidades de Igarapé, Betim, São Joaquim de Bicas e Juatuba, todas na Região Metropolitana.
Inicialmente, a intervenção prevê intervenção em 4,3 hectares, mas sem corte de cobertura vegetal nativa em Áreas de Preservação Permanente (APP). Haverá, contudo, corte ou aproveitamento de árvores isoladas nativas vivas em 20 hectares, além de aproveitamento de material lenhoso em 91,223 m³.
A liberação ainda será decidida pelo conselho estadual. Por nota, a Vale informou que o objetivo é dar continuidade às atividades de manejo de rejeitos no rio. “A iniciativa integra as ações de reparação socioambiental decorrente do rompimento em Brumadinho, garantindo a continuidade das medidas de recuperação ambiental e mitigação dos impactos na região. Para a execução dessas atividades, será necessária a implantação de estruturas de apoio nas margens do Rio Paraopeba, o que demandará intervenções em Área de Preservação Permanente (APP), bem como a supressão de árvores isoladas. Sendo assim, o pedido de licenciamento ambiental segue o que determina a legislação”, explicou a empresa.
Fonte: O Tempo



