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Quem sonhava em se aposentar em 2026 pode ter uma surpresa com as novas regras do INSS

Conheça as mudanças nas regras de aposentadoria do INSS em 2026 e como elas impactam os segurados que já contribuíam antes da Reforma da Previdência.

Antes de planejar a aposentadoria em 2026, vale a pena conferir as novas regras do INSS. Muitos trabalhadores que já contribuíam antes da Reforma da Previdência terão de cumprir requisitos mais rigorosos para conseguir o benefício. A boa notícia é que as mudanças já estavam previstas na legislação, permitindo que o segurado organize sua estratégia e evite surpresas na hora de solicitar a aposentadoria.

As alterações atingem principalmente duas regras de transição: a da idade mínima progressiva e a regra dos pontos. Em ambos os casos, houve aumento nas exigências em relação a 2025, enquanto o tempo mínimo de contribuição permaneceu o mesmo. Entender qual modalidade se encaixa no seu histórico é fundamental para garantir o melhor benefício possível.

Por que as regras da aposentadoria mudaram em 2026?

As novas exigências decorrem da Emenda Constitucional nº 103/2019, responsável pela Reforma da Previdência. O texto criou regras de transição para quem já contribuía ao INSS antes de 13 de novembro de 2019, estabelecendo um aumento gradual dos requisitos até que as regras permanentes sejam alcançadas.

Assim, todos os anos a idade mínima cresce seis meses e a pontuação exigida aumenta um ponto. No entanto, quem já havia cumprido todos os requisitos até o fim de 2025 mantém o chamado direito adquirido, mesmo que faça o pedido apenas em 2026.

Idade mínima progressiva ficou mais alta

Na regra da idade mínima progressiva, o trabalhador precisa cumprir simultaneamente idade e tempo de contribuição.

Em 2026, os requisitos passam a ser:

  • Mulheres: 59 anos e 6 meses de idade, além de 30 anos de contribuição;
  • Homens: 64 anos e 6 meses de idade, com 35 anos de contribuição;
  • Carência mínima: 180 contribuições mensais.

Quem não atingir ambos os critérios deverá aguardar até completar as exigências.

Regra dos pontos também sofreu alteração

(Foto: Shutterstock)

Outra mudança importante envolve a regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição. A partir de 2026, será necessário alcançar:

  • 93 pontos para mulheres, com no mínimo 30 anos de contribuição;
  • 103 pontos para homens, mantendo os 35 anos mínimos de recolhimentos.

Nesse cálculo, meses também são considerados. Assim, não é preciso completar apenas anos fechados para atingir a pontuação exigida.

Nem todas as regras sofreram mudanças

As modalidades de pedágio de 50% e de 100% continuam com os mesmos critérios estabelecidos anteriormente. O pedágio de 50% não exige idade mínima, mas aplica o fator previdenciário, que pode reduzir o valor do benefício.

Já o pedágio de 100% exige idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, além do cumprimento do tempo adicional previsto na reforma.

Para descobrir qual regra oferece a melhor aposentadoria, o segurado pode utilizar a ferramenta “Simular Aposentadoria” no Meu INSS e conferir se todas as informações do CNIS estão corretas. Essa verificação ajuda a evitar erros, reduzir atrasos na análise e aumentar as chances de obter o benefício mais vantajoso.

fonte: Capitalist

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