Grandes empresários e autoridades marcaram presença no sofisticado lançamento da Vinícola Boutique Casa Rosada e do exclusivo Wine Club. Evento lançou oficialmente o projeto e pretende posicionar a região entre um dos maiores destinos de turismo enogastronômicos no Brasil
Em Queluzito, município situado no Campo das Vertentes a cerca de 115 quilômetros de Belo Horizonte e próximo às mais importantes cidades históricas de Minas como Tiradentes e Ouro Preto. Um seleto grupo de autoridades, empresários e formadores de opinião reuniram-se no sábado (1º) para a apresentação oficial da Casa Rosada Vinícola Boutique e do Wine Club. O evento lançou oficialmente pedra fundamental de um projeto que ambiciona transformar a região em um dos principais destinos de turismo enogastronômico do Brasil.



A iniciativa é assinada pelo Grupo ALA, sediada em Ouro Branco-MG, com quase três décadas de atuação em múltiplos segmentos. Mais do que lançar uma vinícola, o grupo apresenta um ecossistema integrado — composto por hotel boutique, vinícola, clube privativo e condomínio de alto padrão — concebido para funcionar como um destino permanente de experiências, relacionamento e patrimônio.
“Quem olha para o que existe enxerga o presente. Quem olha para o que ainda não existe enxerga o futuro”, afirmou Aldair Jr., diretor fundador do Grupo ALA, ao abrir o discurso que orientou toda a cerimônia. A frase sintetiza a visão por trás do empreendimento: transformar uma fazenda histórica às margens da BR-040 em uma referência de luxo, legado e desenvolvimento territorial.o e condomínio de alto padrão — concebido para funcionar como um destino permanente de experiências, relacionamento e patrimônio.
Wine Club rompe com o modelo tradicional
O principal diferencial do projeto é o Wine Club — uma comunidade exclusiva limitada a 100 membros-fundadores, sem abertura para comercialização em larga escala. Ao contrário dos clubes de assinatura convencionais ou programas de fidelidade, os membros não apenas acessam benefícios: tornam-se proprietários de ativos vinculados à vinícola, incluindo parcelas do vinhedo e áreas da estrutura produtiva.
Cada membro terá direito a uma produção anual de 100 garrafas assinadas pela família, provenientes das safras da Casa Rosada Vinícola Boutique, além de acesso facilitado ao hotel boutique, ao clube privativo e a um calendário de experiências ao longo do ano.

“Pessoas bem-sucedidas entendem que o vinho aproxima pessoas, fortalece relacionamentos e cria oportunidades. Queremos construir um ambiente onde isso aconteça naturalmente”, disse Aldair Jr. Para o empresário, a inspiração nasceu de viagens a Argentina, Itália, Espanha e Portugal, onde observou modelos de vinícolas e clubes de vinho voltados ao enoturismo de elite. “Vimos modelos extraordinários pelo mundo, mas queríamos criar algo diferente. Aqui, quem faz parte também se torna proprietário. Isso muda completamente a relação das pessoas com o projeto.”


Terroir mineiro com tecnologia de ponta
A dimensão técnica do projeto conta com nomes de peso. A enóloga Isabela Peregrino — reconhecida internacionalmente por conquistar a maior nota da história do vinho brasileiro no Decanter World Wine Awards — lidera o desenvolvimento dos vinhedos. Para ela, Minas Gerais vive um momento de inflexão na produção de vinhos finos. “Quando as pessoas ouvem falar de vinho produzido em Minas Gerais ainda ficam surpresas. Mas estamos aqui para mostrar que é possível.”
O agrônomo Frederico explicou que o projeto adota a técnica da dupla poda, que inverte o ciclo da planta e faz com que a uva amadureça durante o inverno — aproveitando condições climáticas mais favoráveis. Segundo ele, o solo da região oferece excelente drenagem, fator essencial para o desenvolvimento de aromas e qualidade dos frutos.
Os vinhedos ocupam 38 hectares, com produção autoral prevista para 2028 e capacidade estimada em cerca de 20 mil garrafas anuais na fase operacional. Aldair Jr. foi incisivo ao posicionar o projeto no cenário global: “Se Borgonha pode, se Toscana pode, por que Minas Gerais não pode? Minas pode, Minas é, e nós vamos mostrar isso.”


Arquitetura que dialoga com a paisagem
A arquiteta Júlia Bittencourt, da ACTO Arquitetura e Urbanismo, assina o projeto arquitetônico. A proposta integra edifícios contemporâneos às montanhas da região, utilizando ferro e aço — símbolos da identidade local — como elementos de linguagem. Cada construção foi desenhada para preservar a paisagem natural e incorporar a vocação vitivinícola como nova dimensão econômica do território.
Impacto econômico e institucional
O prefeito de Queluzito, Danilo Albuquerque, destacou o potencial transformador do empreendimento para o município:“Hoje estamo s lançando a pedra fundamental de um empreendimento visionário que trará desenvolvimento econômico, turismo e visibilidade para Queluzito, para a região, para o estado e para o Brasil.”
Garantia e execução
O Grupo ALA informou que o projeto conta com garantia do Royal Business Bank até a conclusão das obras — mecanismo apresentado como forma de assegurar confiança na execução e segurança aos participantes.

Um mercado em expansão
O enoturismo vive um momento de acelerada expansão global. Segundo a consultoria Grand View Research, o mercado internacional foi estimado em US$ 46,5 bilhões em 2023 e deve atingir US$ 106,7 bilhões até 2030, com crescimento médio anual de 12,6% — impulsionado pela busca por experiências exclusivas, gastronomia e turismo de alto padrão. É nesse contexto que a Fazenda Casa Rosada se posiciona: não como réplica de modelos internacionais, mas como uma proposta com identidade própria, ancorada na história da Estrada Real e na vocação territorial de Minas Gerais.


“Estamos resgatando uma vocação. As mesmas terras que ajudaram a construir a história do Brasil agora iniciam um novo capítulo através do vinho”, concluiu Aldair Jr., que se aproxima dos 50 anos e vê no projeto a consolidação de um legado pessoal e familiar. Com vinhedos em implantação, apenas 100 vagas para membros-fundadores e previsão de operação plena em dois anos, a Casa Rosada inicia sua trajetória apostando em um conceito que já ganha força em mercados maduros: comunidades exclusivas construídas em torno de experiências, identidade e patrimônio.
Mais do que lançar uma vinícola, o Grupo ALA apresenta a ambição de transformar o vinho em um elo entre pessoas, território e futuro — projetando Minas Gerais como protagonista de uma nova fase do enoturismo brasileiro.
Segurança para quem faz parte
Outro ponto destacado durante o lançamento foi a estrutura de garantias do empreendimento. Segundo o Grupo ALA, o projeto conta com garantia do Royal Business Bank até a conclusão das obras, mecanismo apresentado como uma forma de oferecer segurança aos participantes e reforçar a confiança na execução do empreendimento.
O Grupo ALA, fundado há quase três décadas, nasceu a partir da atuação da família de Aldair Jr. e consolidou sua presença em diferentes segmentos. Para o empresário, o crescimento nunca foi apenas uma questão de expansão. “Comecei em 1997 com um sonho, muita vontade e a certeza de que nossa região era o lugar certo para construir algo que durasse. O que manteve tudo de pé não foi a diversificação. Foi o propósito.”
Com vinhedos cultivados em 38 hectares, produção autoral prevista para 2028, apenas 100 membros-fundadores e uma proposta que une patrimônio, hospitalidade, bem-estar e relacionamento, a Fazenda Casa Rosada inicia sua trajetória apostando em um conceito que já ganha espaço em mercados internacionais: comunidades exclusivas construídas em torno de experiências, identidade e legado.
Mais do que lançar uma vinícola, o empreendimento apresenta a ambição de transformar o vinho em um elo entre pessoas, território e futuro — posicionando Minas Gerais como protagonista de uma nova fase do enoturismo brasileiro.







