Promotor de acusação comenta fato da ré ter oferecido R$ 2 mil para matar mãe de bebê

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Julgamento é retomado e Promotoria pede condenação por homicídio duplamente qualificado

Foi retomada no início da tarde desta sexta-feira, (3), a sessão do Tribunal do Júri que julga Deborah Milagres Monteiro. Ela é acusada de envenenar o leite em pó que servia de alimentação suplementar para o filho de seu companheiro, fruto de uma relação extraconjugal. No momento, ocorre o debate entre acusação e defesa. Antes disso a ré seria interrogada, mas preferiu ficar calada.

Neste momento ocorre o pronunciamento do Promotor Vinícus Galvão/CORREIO DE MINAS

O promotor atentou os jurados para a interceptação telefônica realizada pela delegada Elenita Pyramo entre o pai da vítima; e a ré. Na conversa, ainda durante o curso da investigação, foi falado sobre um possível álibi. Ele ressaltou a desfaçatez da ré e o fato de Anderson ter agido de forma a obstruir a justiça. Ele também citou mensagens trocadas entre a ré e sua irmã, que foram apagadas de um aplicativo de celular.

Vinícius Galvão ainda comentou o testemunho sobre o fato de a ré ter oferecido R $2 mil para que o Cunhado matasse Jussara ainda aos cinco meses de gravidez. Por último, acrescentou que com o nascimento da criança, a ré não teria tido receio de passar por cima da vida de uma criança de 45 dias.
A promotoria pede a coordenação por homicídio, levando-se em conta o crime por motivo torpe e o emprego de veneno.

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