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Uso de Patrimônio Mundial para publicidade de mineradora gera polêmica em Congonhas

O uso das estruturas do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos como suporte para projeções publicitárias de uma mineradora tornou-se centro de um intenso embate político na Câmara Municipal. Em pronunciamento oficial, parlamentar Simonia Magalhães (PL) manifestou seu repúdio à ação da prefeitura, classificando o ato como desrespeito ao conjunto arquitetônico reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.
A principal crítica recai sobre a suposta ausência de autorização dos órgãos reguladores. Segundo denúncias apresentadas em plenário, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) não teria emitido permissão para que os muros da Basílica fossem utilizados como “outdoor” digital.
A oposição acusa o governo municipal de ignorar legislações de preservação que são aplicadas com rigor aos cidadãos comuns. “Quem vive no entorno do patrimônio enfrenta restrições até para pintar uma parede ou trocar uma telha, mas o governo se sente no direito de usar o monumento para propaganda corporativa”, afirmou um dos representantes durante a sessão.
Requerimento de Transparência
Diante da gravidade da situação, foi protocolado um requerimento de informações exigindo que o Executivo apresente:

  1. As licenças oficiais emitidas pelos órgãos de proteção ao patrimônio;
  2. Os termos do acordo firmado com a empresa de mineração para a utilização do espaço público;
  3. A justificativa técnica para a intervenção no adro da igreja.
    Impacto e Repercussão
    O caso levanta um debate ético sobre os limites da parceria entre o poder público e o setor privado em cidades históricas. Para os críticos, a exposição de marcas comerciais em monumentos sagrados e históricos fere a identidade cultural de Congonhas e abre precedentes perigosos para a gestão do patrimônio mineiro.
    Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Congonhas e os órgãos responsáveis não haviam se manifestado oficialmente sobre a existência ou não das autorizações citadas no plenário.

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