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Brasil dá salto na economia e entra para o clube das potências mundiais, diz FMI; PIB cresce, país volta ao top 10 global, supera Canadá e já tem data para ultrapassar Rússia e Itália com economia de US$ 2,635 trilhões

A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, na série com ajuste sazonal, e deve voltar neste ano ao grupo das dez maiores do mundo, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional. Divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 29 de maio, o resultado mostra aceleração frente ao fim de 2025, ano em que o PIB encerrou com alta acumulada de 2,3%.

Pelas estimativas do FMI, o Produto Interno Bruto brasileiro medido em dólares correntes deve chegar a cerca de US$ 2,64 trilhões em 2026, valor suficiente para superar o Canadá, projetado em aproximadamente US$ 2,51 trilhões. Com esse desempenho nominal, o Brasil passaria a ocupar a 10ª posição entre as maiores economias globais, de acordo com a base mais recente do organismo internacional.

Agropecuária, indústria e serviços sustentam alta do PIB brasileiro

A alta trimestral teve contribuição positiva dos três grandes setores da economia, com destaque para a agropecuária, que cresceu 2,0% frente ao quarto trimestre de 2025. Também houve avanço na indústria, com alta de 1,0%, enquanto os serviços, segmento de maior peso no PIB brasileiro, registraram expansão de 0,5% no mesmo intervalo.

Em valores correntes, o PIB brasileiro somou R$ 3,3 trilhões entre janeiro e março de 2026, segundo os dados divulgados pelo IBGE. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias também contribuiu para o desempenho positivo, com alta de 1,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. No mesmo tipo de comparação, o consumo do governo subiu 2,8%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo, medida de investimento produtivo, recuou 1,4%.

Volta ao top 10 depende também do câmbio

A comparação entre os maiores PIBs do mundo é feita pelo FMI em dólares correntes, critério que considera tanto a produção de cada economia quanto a conversão das moedas locais para a divisa norte-americana. Por esse motivo, o ranking internacional não reflete apenas o crescimento real dos países, já que alterações na taxa de câmbio podem modificar o valor do PIB quando convertido para dólares.

No caso brasileiro, a projeção mais recente do FMI indica que o país deve ultrapassar o Canadá em 2026, depois de ter ficado fora do grupo das dez maiores economias em anos anteriores. A lista projetada para este ano tem Estados Unidos e China nas duas primeiras posições, seguidos por Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia, França, Itália, Rússia e Brasil.

FMI projeta crescimento de 1,9% para o Brasil em 2026

O FMI projeta crescimento de 1,9% para o PIB brasileiro em 2026, segundo a base do World Economic Outlook de abril. Essa estimativa indica expansão menor que a registrada em 2025, mas ainda compatível com o avanço nominal em dólares previsto para a economia brasileira neste ano. A melhora relativa do Brasil no ranking, portanto, combina crescimento real, conversão cambial e desempenho comparado de outras economias.

PIB total não significa maior renda por habitante

Embora o Brasil esteja perto de retornar ao grupo das dez maiores economias, o tamanho absoluto do PIB não mede sozinho o nível de renda da população. Por essa razão, economistas também observam o PIB per capita, indicador que relaciona o tamanho da economia à população de cada país. Nessa métrica, o Brasil aparece em posição mais baixa do que no ranking de PIB total, em razão da combinação entre população numerosa e renda média inferior à de economias de maior renda per capita. Na base do FMI, o PIB per capita brasileiro em dólares correntes está projetado em cerca de US$ 12,31 mil em 2026.

Brasil pode ganhar posições entre as maiores economias até 2031

As estimativas do FMI vão até 2031 e indicam que o Brasil pode ganhar novas posições nos próximos anos, caso as projeções de crescimento, câmbio e desempenho relativo se confirmem. O movimento brasileiro ocorre em um cenário de mudanças na posição relativa de grandes economias, com destaque para a Índia. Para o Brasil, a volta ao top 10 em 2026 indica aumento do tamanho nominal da economia no comparativo internacional, mas não resume todos os indicadores usados para avaliar desempenho econômico.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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