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Prefeitura e Iphan validam estudo que orientará ações no Centro Histórico de Congonhas

A cidade de Congonhas deu mais um passo rumo à valorização e revitalização de seu Centro Histórico na última quarta-feira, 29 de julho, com a entrega e validação do Diagnóstico Centro Vivo. O encontro reuniu representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), consultores da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Prefeitura de Congonhas, consolidando uma etapa importante da Estratégia Centro Vivo, iniciativa que tem o município como cidade piloto.

O diagnóstico, elaborado pelo Iphan, apresenta um panorama das potencialidades e dos desafios para transformar a região da Ladeira em um espaço mais dinâmico, acolhedor e integrado à vida cotidiana da população. O estudo avaliou seis eixos considerados essenciais para fortalecer a vitalidade do Centro Histórico: presença contínua de pessoas, qualidade dos espaços públicos, preservação e apropriação do patrimônio cultural, geração de renda e dinamismo econômico, sentimento de pertencimento e governança territorial e institucional.

A partir da validação do documento e da definição das prioridades em conjunto com a administração municipal, serão elaborados dois planos de ação. O primeiro, denominado Plano de Ativação Imediata, reunirá iniciativas de curto prazo voltadas à ocupação e dinamização da área. Já o Plano Estruturante de Transformação contemplará ações de médio e longo prazo para promover mudanças permanentes na região.

Estratégia para fortalecer os centros históricos

A Estratégia Centro Vivo é uma iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desenvolvida em parceria com a Unesco, que busca fortalecer e promover a ativação sustentável dos centros históricos brasileiros.

Instituída pela Portaria Iphan nº 345, de 27 de março de 2026, a estratégia tem como objetivo ampliar a proteção, a valorização e a gestão integrada do patrimônio cultural, incentivando sua ocupação qualificada, a dinamização econômica, a valorização das manifestações culturais e o fortalecimento de sua função social.

A proposta reconhece o patrimônio cultural como um ativo estratégico para o desenvolvimento das cidades, articulando sua preservação com políticas de desenvolvimento urbano, habitação, turismo sustentável, inclusão social e desenvolvimento econômico local.

Com o apoio técnico da Unesco, a iniciativa oferece assessoria especializada aos municípios-piloto que possuem Sítios do Patrimônio Mundial reconhecidos pela organização internacional. Congonhas integra esse grupo em razão do conjunto do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.

Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas

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