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Encosta ameaça área de Patrimônio Mundial e obras de Aleijadinho e prefeitura anuncia obra de R$ 50 milhões em Congonhas para evitar tragédia

Uma intervenção que se arrasta há mais de uma década. A Prefeitura de Congonhas apresentou aos moradores das ruas Major Sabino e Feliciano Mendes, no bairro Basílica, o projeto técnico da obra de contenção da encosta do Morro Maranhão. A intervenção é considerada estratégica para garantir a segurança da população e preservar o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. A reunião ocorreu na segunda-feira (9), no Salão de Confissões da Basílica, e contou com a participação de aproximadamente 70 representantes da comunidade. Também estiveram presentes o prefeito Anderson Cabido, equipes técnicas da administração municipal e o vereador Robertinho.

Durante o encontro, o prefeito explicou que estudos geológicos e geotécnicos detalhados apontaram que todo o maciço do Morro Maranhão apresenta sinais de movimentação de solo. A situação gera preocupação especialmente na encosta voltada para o bairro Lamartine, entre as ruas Major Sabino e Feliciano Mendes. Segundo o levantamento, cerca de 25 famílias vivem na área considerada mais sensível, totalizando aproximadamente 60 moradores, entre adultos, crianças e idosos. O alerta ganhou ainda mais força após parte da encosta ceder no dia 25 de janeiro deste ano. De acordo com o prefeito, a obra de contenção será uma das intervenções mais importantes da história de Congonhas, tanto pelo valor do investimento quanto pela complexidade da execução. Além de proteger vidas, a ação também busca preservar um dos principais patrimônios históricos e religiosos do país.

A primeira etapa da obra prevê a construção de um sistema de estabilização da encosta com técnicas de engenharia como cortina atirantada e solo grampeado, que ajudam a reforçar a estrutura do terreno. O projeto também prevê desapropriações e demolições de algumas edificações localizadas no topo da encosta, com o objetivo de reduzir o peso sobre o solo e diminuir o risco de deslizamentos.

Somente a primeira fase da intervenção está orçada em cerca de R$ 13 milhões. Os recursos foram captados pelo município junto ao Programa de Gestão de Riscos e Desastres do Governo Federal, conhecido como PAC Encostas. No total, o investimento necessário para estabilizar toda a área pode chegar a aproximadamente R$ 50 milhões. Para acompanhar a situação das famílias que vivem na região, a Prefeitura criou uma Comissão de Trabalho Social formada por representantes da administração municipal e da comunidade. O grupo será responsável por manter diálogo direto com os moradores e buscar soluções adequadas para cada caso.

Entre as medidas previstas estão auxílio-moradia, apoio financeiro para mudança e assistência social às famílias que precisarem deixar suas residências temporária ou definitivamente por questões de segurança. Esses auxílios deverão ser mantidos até a conclusão das obras ou até que a situação de cada família seja resolvida.

A previsão da Prefeitura é que as obras tenham início dentro de aproximadamente três meses, após a conclusão das etapas burocráticas e do processo de licitação da empresa responsável pela execução. Após a conclusão das intervenções, a área deverá passar por uma requalificação urbana e ambiental, com a criação de um espaço verde integrado ao entorno da Basílica. A proposta é transformar a região em um local mais seguro e adequado para moradores, turistas e para a preservação do patrimônio histórico da cidade. e obra é anunciada em Congonhas

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