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Mais avançado que o Pix: nova forma de pagamento do Banco do Brasil promete revolucionar a compra digital

A primeira compra realizada por um agente de inteligência artificial no Brasil já ocorreu e abre caminho para uma mudança profunda no sistema de pagamentos. A operação, feita em parceria entre a Visa e o Banco do Brasil, permite que uma IA finalize uma compra sem intervenção humana.

Na prática, o consumidor define regras e autoriza o sistema a agir. Foi o que aconteceu no teste. Um usuário pediu que o agente encontrasse uma passagem aérea por menos de R$ 300. A IA fez a busca, escolheu a oferta e concluiu o pagamento com cartão de crédito de forma automática.

Nova lógica de consumo digital

O modelo, chamado de “comércio agêntico”, muda a lógica atual do consumo digital. Em vez de o usuário clicar, comparar e pagar, a decisão final passa a ser executada por um algoritmo. Esse movimento pode impactar diretamente o protagonismo do Pix. Hoje central no sistema brasileiro, o método depende de ação manual do usuário. No novo cenário, sistemas automatizados tendem a priorizar meios integrados e contínuos, como cartões tokenizados e plataformas conectadas.

A tecnologia usada na operação substitui os dados reais do cartão por códigos digitais e monitora a transação em tempo real, reduzindo risco de fraude e permitindo que a compra seja feita sem interação humana no momento final. Especialistas apontam que essa é apenas a primeira etapa. A expectativa é que, em poucos anos, grande parte das transações seja realizada por agentes de IA, e não mais diretamente por pessoas.

A mudança também abre uma nova frente de debate regulatório. Quando a compra é feita por uma máquina, surgem dúvidas sobre responsabilidade, arrependimento e até sobre quem é o consumidor na transação. Além disso, o impacto pode atingir o varejo e a lógica de preços. Sistemas automatizados tendem a comparar milhares de ofertas em segundos, alterando a forma como empresas competem por consumidores.

O teste ainda foi feito em ambiente controlado, mas já indica uma transição em curso. Com empresas e bancos se preparando para esse novo modelo, o comércio digital entra em uma fase em que a decisão de compra deixa de ser exclusivamente humana — e passa a ser programada.

Fonte: Revista Fórum

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