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Piranga vive um dos seus maiores momentos de fé: Jubileu do Bom Jesus do Bacalhau termina neste sábado (15); o explendor do barroco na Igreja

Termina neste sábado (15) uma das manifestações mais genuínas da cultura religiosa de Minas Gerais: o Jubileu do Senhor Bom Jesus do Bacalhau, em Piranga. A celebração, que chega à sua 15ª edição e marca os 240 anos de fé, peregrinação e esperança, reúne fiéis e peregrinos em uma programação especial no Santuário do Senhor Bom Jesus do Bacalhau.

Ao longo dos últimos dias, a comunidade vivenciou momentos de oração, devoção e encontro, mantendo viva uma tradição religiosa que atravessa gerações e faz parte da identidade cultural de Piranga e de toda a região.O encerramento acontece hoje, 15 de agosto, com uma programação de missas durante o dia. As celebrações começam às 7h, com Santa Missa presidida pelo padre Anderson Airton, vigário paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de Piranga, com participação da Pastoral da Saúde e Renovação Carismática.

Às 9h, será celebrada Santa Missa pelo padre João Luiz da Silva, pároco da Paróquia de São Gonçalo, em Catas Altas, com participação da Romaria da Paróquia São Gonçalo do Amarante, de Catas Altas da Noruega, e da Pastoral da Comunicação.A programação segue às 11h, com celebração presidida pelo Monsenhor Nedson Pereira, reitor da Basílica do Senhor Bom Jesus, de Congonhas, e vigário-geral para Gestão e Patrimônio. A missa contará com participação da Dimensão Litúrgica, Leitores e Corais.

O grande encerramento será às 15h, com a Santa Missa e Bênção Jubilar, presidida por Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, com participação do Conselho do Santuário.Mais do que uma programação religiosa, o Jubileu representa a preservação de uma tradição que reúne fé, história, cultura e identidade mineira. Durante os 240 anos de devoção, o Santuário do Senhor Bom Jesus do Bacalhau tornou-se um importante ponto de peregrinação e demonstra a força da religiosidade popular que permanece viva em Minas Gerais. Neste sábado, Piranga encerra mais um capítulo dessa história, celebrando 240 anos de fé, peregrinação e esperança e mantendo viva uma tradição que continua passando de geração em geração.

O Explendor do Barroco no Interior da Igreja

​Entrar na igreja do Bom Jesus do Bacalhau é ser transportado diretamente para o auge da religiosidade colonial do século XVIII. O altar-mor é uma verdadeira obra-prima da talha dourada e da ropagem ornamentada, onde o retábulo em madeira trabalhada contorna com exuberância a imagem do Cristo Crucificado.

​Os detalhes em folha de ouro se misturam com pinturas intrincadas em tons suaves de verde, azul e ferrugem, emoldurados por colunas salomônicas e arcos ricamente entalhados. Nichos laterais abrigam esculturas sacras detalhadas, iluminadas por lustres de cristal que pendem do teto abobadado em madeira decorada. O altar é frequentemente ornamentado com arranjos florais vibrantes para acolher as celebrações, criando uma atmosfera solene e de profunda reverência.

​O Jubileu e a Força da Tradição

​Anualmente, o entorno do santuário transforma-se em um mar de fiéis e romeiros durante o tradicional Jubileu do Bom Jesus do Bacalhau. As imagens aéreas revelam a grandiosidade da celebração:

O Conjunto Arquitetônico: O santuário destaca-se pela sua fachada branca com traços azuis e a praça gramada cercada pelo casario colonial característico. As casas térreas de eira e beira formam um grande pátio que acolhe a multidão.

A Devoção Popular: Milhares de pessoas vêm de diversas partes do país para pagar promessas, fazer orações e renovar a fé. O pátio em frente à igreja ganha vida com tendas em mosaico azul e branco para abrigar os romeiros do sol e da chuva durante os cultos e missas campais.

​A Festividade Noturna: Ao cair da noite, o santuário ilumina-se e se torna o palco central da comunidade. Com estrutura de palco para apresentações culturais e religiosas, a praça fica lotada sob a luz das luminárias e a projeção de cores na fachada colonial, unindo a espiritualidade ao reencontro comunitário. ​O Bom Jesus do Bacalhau permanece como um patrimônio vivo — guardião de memórias, arte sacra e de uma fé inabalável que atravessa gerações no interior mineiro. (Fotos: OlharTV_1)

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