Nilma Aparecida levou debate para a Câmara de Ouro Branco e reforçou reação de parlamentares diante de declarações que criticaram a Lei Maria da Penha
A iniciativa amplia a reação institucional iniciada em Lafaiete e leva o debate para além dos limites do município, transformando o episódio em uma discussão regional sobre violência doméstica, direitos das mulheres e responsabilidade no uso dos espaços públicos de representação popular. Na justificativa da proposta, Nilma afirma que nenhum discurso ideológico ou religioso pode se sobrepor ao direito das mulheres à proteção, à dignidade e à vida. O documento destaca ainda os índices de feminicídio registrados no Brasil e sustenta que o combate à violência contra homens não pode servir de argumento para o enfraquecimento de políticas públicas voltadas à proteção feminina.
“A Lei Maria da Penha não destrói famílias. Ela protege vidas”, afirma um dos trechos centrais da moção. O texto também classifica como inadmissível a utilização de espaços institucionais para desacreditar instrumentos legais de enfrentamento à violência doméstica, especialmente em um país que ainda registra números alarmantes de feminicídios.
Articulação regional
A iniciativa de Nilma também reforça a mobilização das mulheres que ocupam mandatos parlamentares na região. Em Lafaiete, a vereadora Gina Costa lidera, ao lado de outras parlamentares, a organização do I Encontro de Mulheres no Legislativo, previsto para novembro deste ano. O evento deverá reunir representantes do Alto Paraopeba, Vale do Piranga, Campo das Vertentes e Região dos Inconfidentes para discutir políticas públicas, participação feminina na política. Mas, principalmente debater e entender como deve ser feito o enfrentamento à violência contra a mulher.



