Zelinho e prefeitos da AMIG vão a Brasília cobrar fiscalização das barragens e manutenção de empregos da VALE

Na pauta de reivindicações dos prefeitos ao secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal de Oliveira, e ao presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), Victor Hugo Froner Bicca, esteve o pedido de maior fiscalização e monitoramento nas barragens de mineração, ao que os dois órgãos do Governo Federal prometeram atender. Outra solicitação foi a não paralisação das atividades da mineradora VALE na Mina Fábrica, localizada entre os municípios de Congonhas, Ouro Preto, Belo Vale e Itabirito, como na mina de Nova Lima.

O prefeito Zelinho reforçou o pedido aos dois órgãos para que passem a monitorar o quanto antes as barragens de Congonhas. “Fizemos o pedido porque estamos muito preocupados com os moradores dos bairros próximos à Barragem Casa de Pedra, como com toda a população de Congonhas e de outras cidades”, afirma. Os dois órgãos prometeram, em breve, estar em Congonhas.

Zelinho e prefeitos da AMIG vão a Brasília cobrar fiscalização das barragens e manutenção de empregos da VALE/Divulgação

Consultor da AMIG e ex-prefeito de Itabirito, Juninho Salvador fez uma exposição na visita ao MME e à ANM com os dados que comprovam os prejuízos que as cidades da região como toda Minas Gerais terão, caso aconteça a paralisação das atividades da VALE para reparo nas barragens. Serão cerca de 2 mil empregados afetados somente na Mina de Fábrica, além de prejuízo aos cofres dos municípios e do Estado, em um momento em que estes já passam por dificuldade financeira, em decorrência da inadimplência do Estado, que deixa de repassar a eles o ICMS, IPVA e Fundeb. Mas o próprio Estado perderia mais de R$ 300 milhões de reais por mês com o fechamento temporário da Mina Casa de Fábrica. Congonhas teria prejuízo mensal de R$ 1 milhão.

“O Ministério de Minas e Energia nos informou que a VALE fez este anúncio no auditório do próprio MME, porque já havia uma reunião agendada há tempo entre as partes, mas não houve anúncio oficial, nem verbal por parte da mineradora ao Governo Federal no sentido de paralisar essas atividades. Defendemos é que o caso de cada barragem seja analisado. As da VALE na Mina de Fábrica são de porte menor, não são do porte das que causaram as tragédias de Mariana e Brumadinho”, diz Zelinho.

Durante a reunião, o Ministério de Minas e Energia se mostrou preocupado com as barragens construídas à montante [método de construção em que a barragem cresce por meio de degraus feitos com o próprio rejeito sobre o dique inicial], como era a de Brumadinho, e promete fiscalizar e monitorar todas elas, inclusive as construídas à jusante [método de construção em que a barragem cresce apenas sobre ela mesma, na direção da corrente dos resíduos, o que melhora a estabilidade da estrutura] e prometeu agilidade na fiscalização e monitoramento.

CSN confirma à ANM troca de tecnologia de produção de minério

Prefeito foram cobrar empregos da Vale

A ANM informou também ao prefeito de Congonhas que a CSN confirmou àquele órgão o que já havia comunicado ao Governo Municipal: a aquisição de equipamentos italianos para realizar a disposição de rejeitos a seco por empilhamento. Eles irão auxiliar na diminuição de material que é depositado em barragens. Segundo a mineradora, uma parte destes equipamentos já está funcionando.

Uma segunda planta de disposição de rejeito a seco irá entrar em operação no segundo semestre de 2019. Ainda de acordo com a mineradora, ela está trabalhando para que este ano, 100% da produção da mina passem a ser beneficiada com esta tecnologia a seco.

Como consequência da medida, a CSN também informou ao prefeito Zelinho que encerrará a disposição de rejeitos úmidos em todas as barragens de Mina Casa de Pedra. A barragem, que está posicionada nas proximidades de bairros residenciais de Congonhas, entrará em processo de secagem. Com isto será descomissionada e depois revegetada.

“A população de Congonhas pode ficar tranquila”, garante CSN sobre suas barragens

“A população de Congonhas pode ficar tranquila”, garante CSN sobre sua barragens/Reprodução

Desde o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, há 11 dias, a CSN é alo de intensos questionamentos em torno de segurança e estabilidade de seus empreendimentos em Congonhas. Hoje a empresa, pela primeira vez, se manifestou a respeito da polêmica na qual moradores defendem a desativação da barragem Casa de Pedra.

“A CSN Mineração lamenta profundamente o ocorrido em Brumadinho e gostaria de salientar que a Barragem de Casa de Pedra, com método de construção a jusante, é segura. A empresa está na vanguarda do tratamento de rejeitos, com investimento de 250 milhões de reais na tecnologia de empilhamento a seco, que já cobre 40% do volume de seus rejeitos, o maior empreendimento do tipo já feito no Brasil. Até o fim de 2019, a empresa estará processando 100% do seu minério a seco, descartando a utilização de barragens para o processo produtivo. A população de Congonhas pode ficar tranquila”.

Prefeitura de Congonhas multa CSN, Vale, Gerdau e Ferrous e valor supera R$ 2 milhões para cada uma

Dique de Sela, parte da Barragem Casa de Pedra que apresentou infiltrações, se ergue sobre três bairros de Congonhas elevando o alerta em caso de acidentes/Foto: Alexandre Guzanshe

Antes mesmo dos  desdobramentos da tragédia de Brumadinho, na Grande BH, a Prefeitura de Congonhas havia remetido processo para multar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Gerdau, Vale e Ferrous diariamente, algumas das maiores empresas do Brasil, por descumprimento de exigências previstas no Plano Municipal de Gestão de Barragens.

A informação foi confirmada  a nossa reportagem pelo Secretário Municipal de Meio Ambiente, Neilor Aarão.

Segundo ele estão sendo adotadas “ações maienérgicas” para avaliar a segurança e a estabilidade das barragens no município. De acordo com a prefeitura, haverá um processo para lavratura de multa simples e diária, até que as empresas cumpram o que foi determinado ainda em novembro do ano passado, dando conhecimento ao Ministério Público, a Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros de que as empresas não adotaram as recomendações.

Plano Municipal de Gestão Ambiental

Secretário Municipal de Meio Ambiente de Congonhas, Neylor Aarão/Reprodução

O Executivo municipal por meio da Secretaria de Meio Ambiente, está elaborando um projeto de lei (PL) para encaminhar à Câmara Municipal. O texto proibirá o alteamento de barragens na área urbana do município, além da exigência de uma declaração de anuência, assinada pelo diretor da empresa e de seu presidente, validando as informações técnicas que atestam a estabilidade das barragens, assumindo de forma compartilhada a responsabilização nas esferas civis e criminais no caso de acidentes ou rompimento. A adoção de novas tecnologias de beneficiamento e disposição de rejeito, alternativas às barragens, também estariam inseridos no PL.

Outra medida para a prefeitura se proteger, o Plano Municipal de Gestão de Barragens foi elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em novembro último e prevê uma série de medidas complementares às exigências legais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Contudo, tais medidas de segurança, segundo a prefeitura, não foram adoradas pelas empresas, o que motivou a multa.

O Ministério Público pede estudo técnicos e novas formas de disposição de rejeitos em barragens, como também o Plano Municipal.

O Promotor, Vinicius Alcântara Galvão, titular da Curadoria do Meio Ambiente/CORREIO DE MINAS

O Promotor, Vinicius Alcântara Galvão, titular da Curadoria do Meio Ambiente, fez ainda ontem, recomendação a prefeitura na qual ele solicita a contratação de especialistas de notório conhecimento técnico para inspecionarem as Barragens de rejeitos em Congonhas, e mormente, o empreendimento Casa de Pedra, pelo menos 3 (três vezes) ao ano, reportando as informações à Promotoria de Justiça e órgãos de fiscalização ambiental, bem como efetivando as medidas administrativas que se afigurarem como pertinentes e necessárias.

Em um segundo item da recomendação, o Promotor solicita uma avaliação holística da Barragem Casa de Pedra, com a indicação de métodos seguros e armazenamento de rejeitos, já que o modelo atual, com a disposição de milhões de metros cúbicos de água e rejeitos a montante de núcleos urbanosdensamente povoados tem se revelado extremamente perigoso e contraindicado.

Segundo o Secretário de Meio Ambiente, Neylor Aarão, as recomendações do MP já estavam expressas no Plano Municipal, o que reflete a sintonia das ações entre a Prefeitura e o MP.

Mineradora Vale inicia o ano oferecendo diversas vagas de emprego em Minas

Nesta primeira semana de 2019, a mineradora Vale está com oportunidades abertas em Minas Gerais, para quem deseja trabalhar nas minas localizadas nas cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo, Santa Bárbara, Nova Lima, Itabira, Itabirito e Congonhas.

Para a Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, as vagas disponíveis são para as funções de Engenheiro de Planejamento de Lavra e Analista de Economia Financeira Sênior. Já para a cidade de Itabira, há vagas de Soldador I.

Em Santa Bárbara, a Vale oferece uma vaga de Analista Operacional Pleno. Na Mina do Pico, em Itabirito, há uma vaga de Mecânico I.

Vale oferece vagas de trabalho na região/Reprodução

Para o Complexo Vargem Grande, em Nova Lima, há vagas para os cargos de Eletromecânico II, Gerente de Recursos Minerais, Soldador I, Mecânico I, Engenheiro e Técnico Planejamento Programação Manutenção.

Na Mina de Fábrica, em Congonhas, há vagas para Mecânico I (4 vagas), Inspetor Manutenção II, Soldador I e  e Técnico Planejamento Programação Manutenção.

Como acessar 

Todas as oportunidades da Vale estão disponíveis no seu Portal de Vagas. Por este Portal, é possível acompanhar novas vagas da Vale, pesquisar por vagas de empregos abertas e cadastrar seu currículo. Cada uma das vagas descritas acima possui um prazo diferente para encerramento de inscrição. As vagas supracitadas foram consultadas às 14h do dia 02 de janeiro de 2018.

A Vale possui uma filosofia de remuneração por desempenho que possibilita iguais possibilidades de crescimento aos seus empregados, independente do tempo de casa. Além disso, a mineradora possui um plano de benefícios competitivos que permite melhor equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos empregados e suas famílias.Se você se identifica com esse ambiente de trabalho, cadastre seu currículo e boa sorte!

  • Minas Mais

CSN Mineração oferece vagas de empregos. Confira!

A CSN Mineração oferece oportunidades para os cargos de Mecânico e Eletricista para atuarem com Manutenção de Equipamentos de Mina. Caso você tenha um amigo ou familiar com o perfil descrito a seguir, envie o currículo para o e-mail recrutamentocsnmineracao@csn.com.br com o assunto “Currículo – Manutenção”, ou faça o cadastro no www.vagas.com/csn.

 

Pré-requisitos:

  • Ensino Médio completo
  • Experiência com manutenção de equipamentos de mina:
    • Caminhões rodoviários, escavadeira, carregadeira, motoniveladora e trator de esteira ou de pneu.

Nossas portas estão abertas para receber pessoas interessadas no desenvolvimento de suas carreiras.

A CSN – Mineração contrata pessoas com deficiência. Caso você conheça um profissional com o perfil acima, indique-o para trabalhar com a gente.

CSN Mineração abre vagas para empregos em Congonhas

Em Congonhas, Minas Gerais, novas vagas de emprego pela Mineração Casa de Pedra da CSN estão abertas para candidatura de profissionais. As oportunidades disponíveis são para as funções de Engenheiro de Desenvolvimento Sênior, Coordenador de Manutenção e Especialista em Gestão de Processos.

CSN Mineração oferece diversas vagas em Congonhas/Reprodução

A vaga de engenheiro de desenvolvimento sênior requer formação Superior em Engenharia; pacote Office; desejável experiência em Gestão de Desempenho Operacional e formação em Seis Sigma (Black Belt, Green Belt ou Yellow Belt).

Para a vaga de coordenador de manutenção, é necessário graduação em Engenharia Mecânica, Elétrica ou Afins; conhecimentos sobre equipamentos de Mineração, tais como: máquinas de pátio, transportadores, filtros, peneiras, entre outros; experiência em Gestão de equipes de manutenção.

A vaga de Especialista de Gestão de Processos exige conhecimento em plataformas SQL para atuar com os bancos de dados AcQuire, Lims e outros sistemas usados na mineração; necessário ter prática em automação para comunicação de estruturas no site; conhecimento de tratamento e análise de dados. Algumas destas otimizações deverão atender às exigências dos órgãos fiscalizadores.

Aos profissionais contratados, a CSN Mineração oferece cartão alimentação, plano de saúde, plano odontológico, transporte, alimentação, seguro de vida, previdência privada, PPR e outros.

As vagas também estão disponíveis para pessoas com deficiência. Os interessados devem enviar currículos para:

https://www.vagas.com.br/vagas-de-csn?ordenar_por=mais_recentes

28ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras questiona a atividade mineral na região

28ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras questiona a atividade mineral na região/Reprodução

Refletindo sobre o tema “Mineração para que e para quem? Por uma economia a serviço da Vida”, a Arquidiocese de Mariana realiza no dia 1º de maio a 28ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras, em Congonhas (MG). Organizada anualmente, a edição deste ano deseja questionar os impactos da mineração causados à qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente, além de refletir sobre a perda de direitos dos trabalhadores, sobretudo aos ligados à atividade mineradora. “Queremos pautar estas reflexões e ampliar o debate, com vistas a fortalecer nossa organização e mobilização por melhores condições socioambientais, em defesa da vida, em todas as suas dimensões e expressões”, diz a carta-convite assinada pelos organizadores, padre Marcelo Santiago e Flávia Ribeiro.

A concentração para a Romaria acontecerá a partir das 8h na Escola Estadual Lamartine, no bairro Praia. Após a caminhada, que sairá às 10h pelas ruas da cidade, haverá uma missa presidida pelo arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, na quadra do Colégio Piedade, próximo à Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Ameaça das barragens é discutida em evento em Congonhas

Evento contará com troca de experiência de atingidos de Mariana, oficinas e palestras para informar como a

população deve proceder para sanar suas dúvidas e buscar direitos

 

Seminário em Congonhas vai debater e tirar dúvidas sobre os riscos das barragens de rejeito. Evento será promovido pelo observatório ambiental Lei. A e contará com a presença de  atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana Congonhas precisava ter barragens? Todos nós, atingidos direta ou indiretamente por elas,  conhecemos nossos direitos? Como devemos agir no caso de um rompimento? Só Congonhas será afetada? Sabemos realmente tudo sobre esse assunto que pode mudar a nossa vida, de  nossos filhos e de dezenas de cidades? Debater e esclarecer essas dúvidas é o propósito do Seminário “Barragens: da não construção ao  risco de rompimento”, que será realizado no sábado, dia 14 de abril, em Congonhas, das 14h às  18h. O evento será promovido pelo observatório de leis ambientais Lei.A – Conhecimento e ação pelo meio ambiente, juntamente com associações de bairros da cidade, na sede da Associação dos Moradores do bairro Residencial Gualter Monteiro (Rua Carlota Cordeiro, 40).
Durante o encontro, comunicadores, engenheiros, advogados, juristas e ambientalistas darão uma oficina gratuita e aberta a todos os moradores de Congonhas e da região. O evento também  contará com a presença de atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, e dos integrantes do jornal A Sirene, que falarão sobre a experiência de luta por direitos e reparações vividas naquela cidade desde 2015.
Participe! Não deixe passar essa oportunidade de conhecer, monitorar e agir por você, por sua família e pela cidade.
Conheça mais sobre o Lei.A:
Site: www.leia.org.br
Facebook: www.facebook.com/leiaobservatorio
Blog: www.blog.leia.org.br
SERVIÇO
Evento: Seminário “Barragens: da não-construção ao rompimento”
Data: 14 de abril (sábado)
Horário: 14h às 18h
Local: Sede da Associação dos Moradores do bairro Residencial Gualtes Monteiro
(Rua Carlota Cordeiro, 40)
ENTRADA GRATUITA

Moradores de Congonhas se preocupam com aumento da capacidade de barragem

Casa de Pedra. Pelo menos quatro bairros são vizinhos da barragem e seriam diretamente afetados em caso de um rompimento/Reprodução

Se antes da tragédia de Mariana, quem morava perto de uma barragem já vivia apreensivo, depois que Fundão se rompeu em 2015, matando 19 pessoas e deixando milhares desabrigadas, o medo aumentou ainda mais. Segundo o inventário de barragens feito pelo Estado, de 2018 para 2017, o índice de estruturas sem estabilidade garantida caiu de 6,2% para 3,3%. Mas o recuo não reduz os temores. Na cidade histórica de Congonhas, onde estão os 12 profetas feitos de pedra-sabão por Aleijadinho, a barragem da mina Casa de Pedra, da CSN, está prestes a receber a licença ambiental que falta para ser alteada em mais 11 m. Mas a população tem sido contra, porque tem medo de a estrutura não aguentar mais rejeitos do que já comporta atualmente. “Eles até podem tirar a gente do pé da barragem. Mas, se acontecer alguma coisa, afeta a cidade toda. E não tem mais Aleijadinho para fazer as coisas aqui não”, afirma dona Maria Helena.

Aos 75 anos e com a visão debilitada por causa de diabetes, dona Maria diz que, se o pior acontecer, ela nem sequer tem condições de correr. Para o marido dela, Jésus Pereira, 72, a melhor saída seria deixar tudo como está, sem aumentar a capacidade da barragem. “É claro que a gente tem medo, porque nunca sabemos se é mesmo seguro. Se deixassem do jeito que está, sem levantar mais, dentro dela, tá pouco, era melhor”, afirma Jésus.

A CSN quer elevar de 933 m para 944 m a altura da barragem onde deposita os rejeitos da mina de Casa de Pedra. Segundo a empresa, o pedido foi feito em 2014 e, desde então, está sendo avaliado.

O subsecretário da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais (Semad), Anderson Aguilar, explica que o processo de licenciamento está na fase final e pode ser votado nas próximas reuniões do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). Formado por representantes do poder público, da sociedade e de órgãos fiscalizadores como o MP, o Copam dá a palavra final. “A empresa já apresentou estudos solicitados, os técnicos da Semad fizeram vistoria em campo para verificar a compatibilidade com o que de fato é real. Sentimos necessidade de mais informações, que já foram solicitadas e apresentadas. Agora é só uma questão de amadurecimento do processo para que ele seja votado”, ressalta.

Estado de alerta. No fim do ano passado, a CSN precisou fazer obras para conter vazamentos no dique de sela e passou por vistorias da Semad, da Agência Nacional de Mineração (DNPM) e do Ministério Público (MPMG). Por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o MP, a empresa se comprometeu a corrigir as falhas. “Todos os laudos técnicos e documentos atestando a estabilidade das estruturas foram protocolados junto aos órgãos responsáveis”, destaca a CSN.

O diretor de gestão de resíduos da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), Renato Brandão, afirma que, mesmo cumprindo as recomendações e realizando as obras para garantir a estabilidade, a barragem da CSN agora ganha atenção especial. “Todo ano fazemos um inventário indicando as barragens que não têm estabilidade. A barragem de Casa de Pedra nunca entrou nesse balanço, mas, como qualquer barragem que sofre algum incidente, ela terá um acompanhamento diferenciado”, afirma Brandão.

Impacto direto

Risco. Segundo cadastro da prefeitura de Congonhas, o rompimento afetaria cerca de 4.700 moradores dos bairros Residencial, Eldorado, Gran Park e Cristo Rei.

Abaixo-assinado foi entregue à ALMG

Moradores de Congonhas se mobilizam contra o alteamento da barragem. “A manifestação mais sólida é um abaixo-assinado com mais de 2.000 assinaturas, entregue à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Isso mostra que a população não aceita isso. Até o prefeito já se mostrou contrário, quando, em 2016, se recusou a dar a carta de anuência”, lembrou o diretor de meio ambiente da União das Associações Comunitárias de Congonhas (Unaccon), Sandoval de Souza.

Segundo o subsecretário da Semad, Anderson Aguilar, essa carta já não é mais necessária. O secretário municipal de meio ambiente de Congonhas, Neylor Araão, destaca que, mesmo sem essa obrigatoriedade, a prefeitura está atenta para garantir a segurança. “O licenciamento pode ser da alçada do Estado, mas a prefeitura está aqui para cobrar da empresa um plano de longo prazo, com planejamento de segurança. Não dá para querer altear a cada vez que precisar”, afirma.

A CSN, por meio de nota, diz que está atenta às mudanças. A empresa vem testando e implantando novas tecnologias para aproveitar o rejeito de suas barragens e para empilhamento de material seco.

Fonte: O Tempo

Luta das cidades mineradoras tem final feliz: Temer sanciona a MP que eleva valor da Cfem

Presidente Temer sanciona medida provisória que aumenta Cfem/Divulgação

O presidente Michel Temer sancionou, no início da noite dessa segunda-feira, 18, a MP 789 que eleva o valor alíquota da Cfem, que é o royalty do minério, de 2% sobre a produção bruta de minério de ferro para 3.5% da produção bruta. A medida havia sido aprovada na Câmara dos Deputados nos primeiros minutos da histórica quarta-feira, 22, e no Senado  na noite do mesmo dia.

“Nosso muito obrigado principalmente ao deputado federal e relator da medida provisória na Câmara, Marcus Pestana, pelos esforços empreendidos para que esta conquista se tornasse possível; ao deputado federal mineiro e 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Fábio Ramalho, que presidiu a sessão história que aprovou a MP naquela casa; a toda bancada federal mineira e do Pará, que deram corpo a esta batalhar que agora faz justiça às cidade mineradoras. Valeu a pena a luta dos prefeitos associados à Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (AMIG), como o atual presidente Vitor Penido, durante mais de 10 anos”, diz o prefeito Zelinho e presidente da entidade entre 2015 e 2016 e um dos líderes do movimento vitorioso.

Congonhas recebe em média, por mês, R$ 3,5 milhões da Cfem. O valor arrecadado por Congonhas com esta compensação aumentará em torno de 80%. Em meio a uma grande crise financeira que vive o País, haverá mais tranquilidade para cuidarmos bem da saúde, educação, assistência social, da infraestrutura urbana, enfim, dos serviços prestados pelo Município.

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